Reabilitação da escola Angola e Cuba custa menos da metade do valor previsto

O custo da reabilitação da escola Angola e Cuba desceu de mil milhão e 245 milhões de kuanzas para 528 milhões de kwanzas, revelou ontem o governador provincial de Luanda, Sérgio Luther rescova, a quem coube a sua reinauguração

O projecto foi inscrito no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) com o valor de mil milhão e 245 milhões de kwanzas, com a especificação de que, além da reabilitação, esse montante serviria para custear as despesas com a empresa de fiscalização e o apetrechamento. De acordo com o governador de Luanda, para a materialização de todo estes serviços gastou- se somente 528 milhões de kwanzas. Sérgio Rescova esclareceu que a aplicação de tais recursos obedeceu as normas legais de execução do Orçamento Geral do Estado (OGE), previstas para o exercício económico de 2019. Inicialmente, a reabilitação da escola estava inscrita no Programa de Investimentos Públicos (PIP) para Luanda, mas acabou sendo definida como prioritária entre os projectos inscritos no PIIM, com o orçamento de mil milhão e 245 milhões de kwanzas.

Rescova declarou ainda que todo o processo foi monitorado pelo Ministério das Finanças e o destino do remanescente será definido nos termos da lei, com base no método de contrapartidas. Contudo, aventou a possibilidade de tais verbas serem canalizadas para outros projectos, de acordo com as reais disponibilidades de tesouraria. Sérgio Rescova afirmou que o PIIM é uma realidade na província de Luanda e vai ,diariamente, consolidar e melhorar a vida das populações. O governador reconheceu que no município do Cazenga, onde está sedeado a escola, ainda há muito por fazer. Este ano será finalizada e colocada à disposição do cidadão algumas vias, escolas e uma unidade de saúde de referência.

“Façam dela um bom lugar para se trabalhar”

O governador lembrou a comunidade que o esforço desenvolvido pelo Executivo, para a reabilitação da referida escola, deve ser correspondido por todos, designadamente, pais, encarregados de educação, alunos, professores, funcionário administrativos, auxiliares, sob a liderança dos membros da direcção, bem como os membros da comunidade do Cazenga. Sérgio Luther Rescova apelou a responsabilidade de todos no sentido de conservarem os bens colocados ao dispor da escola, advogando a necessidade de manterem-na sempre limpa e atractiva. “Façam dela um bom lugar para se trabalhar”, apelou.

A escola tem 20 salas de aulas equipadas com carteiras novas, uma sala de informática, uma biblioteca com postos de consulta, um auditório, sala de professores, enfermaria, bloco administrativo e sala de reuniões. Os seus utentes têm ainda disponível internet para trabalho e uma rede pública de acesso, no âmbito do programa de massificação do uso das tecnologias com pontos de acesso nas escolas. Este programa é coordenado pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação. Por seu turno, a directora municipal da educação do Cazenga, Isabel Manuel Leitão Cango, anunciou que esta escola do I ciclo vai albergar três mil alunos da 7 a 9ª classe, repartidos nos turnos da manhã, tarde e noite.

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