Suspensa grave do pessoal navegante de cabine da TAAG

A paralisação dos trabalhos do pessoal navegante de cabine da TAAG, inicialmente prevista para ontem, hoje e amanhã, em todo país, foi suspensa temporariamente devido a um consenso em que chegaram o sindicato do sector e a direcção da empresa

O porta-voz do Sindicato Provincial do Pessoal Navegante de Cabine (SINPROPNC) da TAAG, Délio Gomes, revelou ontem, a OPAÍS, que decidiram suspender a greve e que os filiados dessa organização continuam a desempenhar as suas funções, por terem sido atempadamente informados da decisão. Délio Gomes explicou que decidiram aceitar a proposta da empresa que cedeu aos pontos essenciais que faziam parte do caderno reivindicativo dos trabalhadores, prometendo que os mesmos serão implementados de forma faseada num período de seis meses a um ano.

De acordo com o nosso interlocutor, a TAAG teve conhecimento de que poderiam entrar em greve tão logo que terminou a assembleia dos sindicalistas e foram convocados para uma reunião onde tomaram conhecimento de que as suas exigências seriam atendidas, embora não de forma imediata. “Houve por parte da empresa aceitação daquilo que eram as nossas propostas. Se bem que as mesmas serão implementadas de forma faseada. Estabeleceu- se um horizonte temporal de 6 meses para implementarem as primeiras medidas e até um ano para efectivarem as propostas”, contou. Salientou que os factores que estavam na base da realização da greve tem a ver com a recusa da entidade empregadora em actualizar o valor das horas, face à perda do poder de compra da classe.

Este impasse se devia, sobretudo, ao facto de a entidade empregadora ter apresentado uma proposta muito aquém das expectativas dos trabalhadores do Pessoal Navegante de Cabine (PNC). Em virtude do arrastar do processo de negociação referido e como consequências das opções patronais, o sindicato diz que se verificaram assimetrias profundas na definição do valor da hora face aos grupos afins. Outro facto que motivou a greve suspensa foi a recusa da entidade empregadora em estabelecer um regime de facilidade que valoriza e confira dignidade ao trabalhador PNC. “Havendo, como já referido, assimetrias profundas com outras classes que têm a possibilidade de efectuarem o up grade terra”, disse.

Por outro lado, está a pretensão de afastar o regime de disponibilidade dos contratos de trabalho, o que no entender dos sindicalistas desrespeita o parecer do Ministério da Administração Pública Trabalho e Segurança Social (MAPTESS) sobre o referido regime, o que revela falta de bom senso por parte da actual administração da TAAG e desrespeitando as instituições do estado. Por outra, há ainda o não pagamento dos 20 por cento do salário base a que os trabalhadores PNC têm direito por conta do regime de disponibilidade. A greve com paralisação total estava prevista para os dias 5, 6 e 7 de Fevereiro.

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