Agiram em nome do Estado

O que se faz com um instrutor de um processo judiciário cujo trabalho leva alguém a ser visto como culpado pelo Estado sem ter culpa naquilo de que é acusado? O que se faz ao procurador que legaliza a detenção deste dito suspeito, eleva-o a arguido e remete o caso ao tribunal? E o que é que se faz ao juiz que condena a catorze anos de prisão, ainda mais tratando-se de uma pessoa pobre, sem recursos para pagar um advogado e sem meios para recorrer da sentença? Também se pode perguntar sobre o que fazer ao advogado oficioso, se é que houve mesmo um advogado no caso. Catorze anos depois, sabe-se agora que a acusação baseou-se no depoimento de uma pessoa relacionada com a vítima de homicídio, mas que não foi testemunha dos factos. Um jovem foi acusado de ter matado alguém quando tinha apenas dezasseis anos ade idade. Cumpriu a pena, agora, a dita senhora, fonte da acusação, vem dizer que tinha sido coagida a acusar o jovem. Há intervenientes no processo que ainda estão vivos, embora alguns com repentina amnésia. Às perguntas que fiz, o Estado que responda e actue como entender, porque toda a injustiça foi feita em seu nome. Mas que não demore a indemnizar a vitima das aberrações da sua própria máquina. Infelizmente, não é caso único, mas a justiça deve sempre prevalecer. O Estado que pague, com a mesma rapidez com que estragou a vida do agora já homem.

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