Paragens de produção não programadas estimam a perda de 90 mil barris de óleo/dia

Entre as várias medidas definidas, está a produção de paragens não programadas para 50%, que podem elevar a produção de 40 a 45 mil barris de petróleo por dia. Estes dados foram avançados durante a apresentação do balanço das actividades desenvolvidas pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), no âmbito do 1º aniversário da instituição

O presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Paulino Gerónimo, referiu ontem, Quintafeira, 6, que as paragens não planificadas e o mau funcionamento dos equipamentos estimaram a perda de cerca de 90 mil barris de petróleo por dia. “Foi elaborado e aprovado o Plano Estratégico 2019-2023, com o objectivo de maximizar a criação de valores para o Estado, através da gestão eficiente e responsável dos recursos de petróleo e gás” explicou.

Paulino Gerónimo salientou que foi já transferida a parte operacional da concessionária Sonangol para a ANPG, tendo sido movimentados cerca de 600 colaboradores assim como os processos e os sistemas ligados à essa função. “Durante esta fase de optimização da ANPG vamos rever e ajustar o nosso modelo operacional desenvolvendo um modelo de coworking contínuo entre a agência e os seus parceiros”, referiu.

O responsável adiantou igualmente que o segundo e terceiro objectivos da ANPG, sob orientação do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, em conjunto com os operadores e fazendo uso da legislação recentemente aprovada pelo Executivo, é traçar uma série de medidas que terão impacto a curto, médio e longos prazos, na produção petrolífera, com destaque para a redução das paragens não planificadas com a melhoria da manutenção preventiva.

“O relançamento em grande escala da actvidade de exploração com a implementação da estratégia de atribuição de concessões 20192025 que teve já o seu início com a licitação em 2019 de nove blocos da bacia do Namibe e um da de Benguela, a negociação de três blocos da bacia do Namibe que serão operados pela ESSO, os blocos 1/14 e Cabinda Onshore Centro que serão operados pela ENI”, informou.

Acordos

Por outro lado, foram também assinados com a Chevron acordos para a avaliação do potencial petrolífero dos blocos 33 e 34 de águas profundas, um acordo sobre os termos a aplicar no contrato de serviço com risco do bloco 18/15 e estão em negociações contratos de serviço com risco nos blocos 46 e 47. Segundo o PCA, outra medida a adoptar é a do desenvolvimento de mais de 3 mil milhões de barris dos campos marginais, cujo processo teve já início com as aprovações das descobertas dos campos Lifua, N´Dola Sul, Kambala e 83 N do bloco 0, os campos Palas, Astrea e Juno do 31. “Estão a ser avaliadas outras descobertas marginais e esperamos que no decorrer de 2020 sejam aprovadas”, augurou o responsável.

Bloco 15 prevê a extensão do período de produção até 2032 Na sua opinião, outras iniciativas estão em curso que permitirão a produção de reservas adicionais em campos maduros. Deste modo, foram negociados e assinados com diferentes grupos empreiteiros vários acordos entre os quais o acordo para o redesenvolvimento do bloco 15 que prevê a extensão do período de produção das áreas do bloco 15 até 2032, a junção de várias áreas de desenvolvimento, passando de 1 para 4, a perfuração de novos poços produtores e injectores tendo como principais benefícios “A entrada da Sonangol com uma participação de 10% e a geração de cerca de 1000 novos postos de trabalho.

Ganhos futuros para o Estado angolano por via de impostos e da partilha do petróleo-lucro: O Valor Actual Líquido terá um incremento de aproximadamente 1.6 MMUS”, avançou. Segundo o responsável, no bloco 17 foi assinado um acordo de extensão do período de produção em duas etapas, sendo a primeira até 2035 e a segunda até 2045, que terá ganhos tais como investimentos adicionais de modo a assegurar a manutenção da produção do bloco acima de 400 mil bpd até 2024, a entrada da Sonangol com uma participação inicial de 5%, subindo posteriormente para 10%. “Ganhos adicionais para o Estado angolano por via de impostos e da partilha do petróleo lucro: O Valor Actual Líquido (VAL) terá um incremento de aproximadamente 3.5 MMUSD somente calculado até 2035”, frisou .

Por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino de Azevedo, referiu que o modelo de organização do sector do petróleo, traz mais eficiência e transparência no sector dos petróleos. “Tentaram impedir o novo modelo que o governo implementou, estamos certos que este é o modelo que melhor serve o desenvolvimento sócio-económico e pode contribuir para a melhoria da qualidade da população”, assegurou o governante.

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