Derrame de petróleo no Soyo aguarda por análises laboratoriais

A ministra do Ambiente, Paula Francisco, disse, ontem, no Huambo, que se espera pelos resultados das análises de laboratório para se determinar as medidas cautelares a serem tomadas em resultado do último derrame de petróleo que aconteceu no município do Soyo

POR: Romão Brandão e Virgílio Pinto (enviados ao Huambo)

No dia 3 de Fevereiro, o Ministério do Ambiente (MINAMB), por via de um comunicado, informou sobre o derrame ocorrido no mar do Soyo, na província do Zaire, na madrugada do dia 1 do corrente mês, que afectou a praia de Quinfuquena. Em entrevista à imprensa, na madrugada de ontem, a ministra do Ambiente, Paula Francisco, disse que foram feitas as recolhas de material para análises e enviadas ao laboratório, pelo que aguarda-se pelos resultados. O ministério em causa manteve contacto com as comissões de trabalho, sobretudo a Comissão de Derrames, e fez-se a constatação no terreno para analisar os danos causados à comunidade.

“Com a chuvas, parte das praias já foram limpas, mas o resultados das análises poderão nos dar uma maior indicação daquilo que poderá ser feito, das medidas cautelares ou dos procedimentos seguintes”, reforçou. Aquela dirigente garantiu que se vai continuar a manter a população informada e aproveitou a oportunidade para agradecer a prontidão dos meios de comunicação, que permitiu passar a informação e evitar que surgissem equívocos. Paula Francisco falou à imprensa após o encerramento do III Conselho Consultivo Alargado, no Huambo, um encontro de trabalho que, segundo ela, visou, para além de outros aspectos, a descentralização e/ou transferência de competências às delegações provinciais, estas que terão, cada uma, um director nacional como “padrinho”.

A ministra acredita que com este III Conselho e com as campanhas que têm sido feitas também estão lançadas as bases para se continuar o trabalho de forma integrada, para que esteja cada vez mais assente no pilar do desenvolvimento sustentável do país. “Esta descentralização tem de ser feita porque o ambiente, às vezes, não tem como esperar para solucionar uma ou outra questão. Por isso é que a nossa bandeira continua a ser a da consciencialização ambiental, porque só assim é que vamos estar melhor”, acrescentou. Por sua vez, os participantes no conselho propuseram que se visite alguns dos projectos estruturantes, onde se insere questões quer de impacto ambiental, quer da nova plataforma de sistema integrado e, sobretudo, do impacto das alterações climáticas, do ponto de vista de saúde pública – onde o trabalho cingir-se- á na prevenção.

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