País conta com 21 novos especialistas em ciências médicas

O Hospital Américo Boavida classificou-se, na última Quarta-feira, como a maior academia de formação de especialistas no país, ao formar 21 novos especialistas em ciências médicas, perfazendo mais de 200 no programa que desenvolve , revelou Agostinho Matamba, director-geral da instituição

Os médicos recém especializados são provenientes de várias instituições e províncias, entre as quais o Bengo, Huambo e Huíla. Alguns deles são do Ministério do interior. O processo de especialização de médicos tem feito com que, segundo o director Matamba, alguns médicos que residem em Launda, se mudem para outras localidades do país para oferecer os seus serviços onde mais fazem falta. Namibe, Huambo e Malanje têm sido os destinos preferidos. Na última Quarta-feira (5), 21 novos internistas, dermatologistas, cardiologistas, cirurgiões gerais, anestesistas e intensivistas (especialidade médica dedicada ao suporte à vida ou suporte de sistemas e órgãos em pacientes que estão em estado crítico) terminaram a sua formação.

O director do Hospital Américo Boavida, Agostinho Matamba, que falou na cerimónia de final destes cursos, dirigindo-se aos formadores, destacou o facto de que, apesar das limitações de ordem material, continuarem a engradecer a instituição cumprindo cabalmente o pressuposto de assistência, ensino e investigação. “Formar 21 especialistas constitui para a academia mais um momento de regozijo. Razão pela qual aumenta o nosso compromisso e a responsabilidade perante a sociedade de continuar a formar, mas com qualidade, excelência e servidão”, frisou Agostinho Matamba. Como desafio para 2020, a instituição e os órgãos centrais pretendem continuar a melhorar em meios e serviços diferenciados a academia, no sentido de dotar o processo formativo de mais cientificidade. Isso à luz das práticas recomendadas internacionalmente para prestação de cuidados.

MINSA promete melhorias

Já o secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, reconheceu que no país o número de especialistas ainda é incipiente, mas o desafio está lançado para maior admissão de recursos humanos. “É responsabilidade do Ministério da Saúde, que pretende admitir mais sete mil profissionais”, enfatizou. Aos novos especialistas, Leonardo Inocêncio aconselhou que cada um deles tenha a sua marca, que é alcançada com trabalho, estudo, investigação e ensino, sendo que devem transmitir conhecimento e que o mesmo se multiplique como bomba atómica. “Ao chegarem nas provinciais em que vão exercer as suas funções, sejam factor multiplicador, no sentido de termos um país melhor, com maior assistência médica, medicamentosa e, sobretudo, com humanização”.

Sobre a vaidade, explicou que é boa quando é científica, pontual e ao exercer bem as tarefas. Leonardo Inocêncio aconselhou ainda os especialistas no sentido de alcançarem a excelência, a serem melhores que os seus tutores, participando na formação de outros peritos. Apelou-os a serem professores e a evitarem invocar a falta de condições. “Ao falar de condições, devem pensar antes se a falta está na mente ou no agir”, frisou. Garantiu que há no país unidades hospitalares a serem construídas e equipadas com tecnologia de ponta, sendo que actualmente o investimento é feito nas infra-estruturas e na admissão de recursos humanos. “Há condições para que nos próximos anos o sector da Saúde melhore, mas só será possível com o engrandecimento e a entrega de todos os profissionais”.

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