Camponeses do Bita contemplados com microcrédito

O programa de apoio aos homens e mulheres do campo, na zona do Bita, circunscreve-se no âmbito das acções relativas ao lançamento do Plano de Acção de Promoção da Empregabilidade (PAPE) na província de Luanda, depois de o mesmo ter sido lançado oficialmente no Cuando Cubango

A Associação dos Camponeses do bairro Bita, em Luanda, beneficiaram de um programa de microcrédito no âmbito do Plano de Acção de Promoção a Empregabilidade (PAPE). O plano, de iniciativa presidencial, cuja execução está à cargo do Ministério da Administração Publica, Trabalho e Segurança Social, contemplou, naquele bairro, pertencente ao município do Kilamba Kiaxi, a cooperativa de camponeses composta por 250 membros.

Os beneficiários, entre homens e mulheres, receberam ferramentas de trabalho e valor financeiro que vai permitir a maximização das suas actividades agrícolas ligadas às várias culturas desde a produção de milho, tomate, legumes, tubérculos e outros géneros alimentícios indispensáveis ao dia-a-dia dos cidadãos.

O programa de apoio aos homens e mulheres do campo, na zona do Bita, circunscreve-se no âmbito das acções relativas ao lançamento do PAPE na província de Luanda, depois de o referido plano ter sido lançado oficialmente no Cuando Cubango. No entanto, com os valores recebidos, os camponeses garantiram uma maior produção agrícola de formas a abastecer a capital do país com produtos nacionais saudáveis e naturais, o que vai contribuir para uma maior qualidade de vida dos luandenses. José Macaia, 63 anos, camponês, disse que, durante muito tempo, viu a sua actividade limitada devido à falta de apoio e o fraco poder financeiro. Porém, com o crédito que recebeu, tenciona alargar a sua área de cultivo, investindo na produção de outras culturas agrícolas.

“Desde que entrou a crise também estamos a ter dificuldades em manter a nossa actividade. As sementes andam cada vez mais caras e o pouco que a gente cultiva vai todo para casa. Agora, com os valores que recebemos, vamos poder alargar o nosso trabalho e vender para mais pessoas os produtos que cultivamos”, notou. Outra beneficiária, Maria Rosário, manifestou-se alegre por ter sido uma das beneficiárias do PAPE, que é um programa executivo orçado, no seu todo, em AKz 21 mil milhões e prevê criar, em todo o país, cerca de 250 mil empregos nas mais diversas especialidades.

“O trabalho de campo não é fácil. E só com o apoio do governo é que conseguimos desenvolver a nossa actividade, porque as coisas andam muito caras”, frisou. Apostar no campo para o benefício comum Por seu lado, o ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Jesus Maiato, disse que, além das actividades circunscritas ao casco urbano, o PAPE presta uma atenção especial às actividades agrícolas por constituírem bases de sustento de muitas famílias das zonas rurais.

No seu entender, o apoio às actividades agrícolas vai possibilitar, não só a geração de empregos, bem como a sustentabilidade alimentar mediante o apoio ao programa de micro-crédito que os beneficiários receberam. Segundo o governante, doravante, com o apoio prestado, os beneficiários têm a obrigação de trabalhar de forma disciplinada para permitir a rentabilidade do crédito e o crescimento do negócio que desenvolvem de formas a gerar sustentabilidade.

“Era nossa intenção lançar o PAPE em Luanda, nesta zona que, às vezes, não têm merecido a devida atenção, mas é de fundamental importância por ser a base de tudo que vai à mesa dos cidadãos. Apostar no campo é apostar no desenvolvimento, não só desta comunidade local, bem como para a província toda”, defendeu. Ainda durante o certame, o ministro aproveitou a ocasião para proceder a entrega das declarações das actividades económicas, certificados de empreendedorismo, carteiras profissionais e alvarás para o exercício de actividades comerciais.

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