Vendas de artesanato baixam no Museu da Escravatura

O artesão Francisco Bumba sugere a criação de outros espaços para venda em Cacuaco, Viana, Benfi ca, Ilha de Luanda e Maianga, para facilitar, sobretudo, os turistas, tidos como os maiores compradores deste produto cultural

As vendas de peças de arte no mercado do Museu da Escravatura, em Luanda, baixaram para um percentual de 100 para 50, em comparação com o movimento comercial que havia na antiga praça do artesanato do Benfi ca, informou na Sexta-feira, 7, o artesão Francisco Bumba. Segundo Francisco Bumba, o rendimento dos artesãos baixou, igualmente, para mais da metade. Actualmente, têm um lucro mensal de 100 mil Kwanzas (AKz), comparados aos AKz 300 mil que eram arrecadados no ex-mercado do Benfi ca, onde os preços das peças variavam entre 20 e 50 mil AKz. Acrescentou que a realidade actual no Museu da Escravatura é contrária a da então praça do Benfi ca.

Dentre os vários constrangimentos apontou a distância, falta de uma rede de transportes públicos permanente, assim como o elevado custo dos táxis normais e privados. Estes factores, realçou, contribuem para a queda das vendas e, consequentemente, à redução dos lucros. “A subida do material nos mercados, bem como o fraco poder de compra dos clientes, também afectam”, rematou. Referiu que, face à redução de clientes (ou da procura) na actual zona de vendas, muitos artesãos optam pela venda virtual, o que afecta a arrecadação de receitas fi scais (governo).

Em face disso, pede às autoridades provinciais para expandirem os mercados de peças de artesanato ao nível da província de Luanda, com vista a facilitar e aumentar o volume de vendas. O artista explicou que Luanda conta apenas com um mercado ofi cial de artesanato, localizado nas proximidades do Museu da Escravatura (Belas), o que é insignifi cante para o número de peças que se produz e as necessidades do mercado, situação que já é do domínio do governo da província.

Para o efeito, sugere a criação
de outros espaços para venda em Cacuaco, Viana, Benfi ca, Ilha de Luanda e Maianga, para facilitar, sobretudo, os turistas, tidos como os maiores compradores deste produto cultural. Francisco Bumba sublinhou que a imagem de um povo re
fl ecte-se na sua cultura. Os artistas têm a missão de contar a História através da arte, por este motivo a Direcção Provincial da Cultura deve continuar a trabalhar para a expansão de mais mercados em Luanda e melhoria desta actividade.

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