Editorial: Pequenos tijolos de Coque

Jornal OPaís edição 1743 de 10/02/2020

Um jornalista angolano juntou forças e criou uma biblioteca no Zango, agora avança com concursos de leitura e escrita, algo que o Estado não faz de forma séria, quanto muito passou para uma organização juvenil partidária. Não contam aqui as mediatecas, mas acções que cheguem aos cidadãos de fora do centro. Coque Mukuta, Tchissola Mosquito e outros são exemplos do que pode realizar a vontade e a entrega aos outros, quando se considera que todos os outros são cidadãos e devem ter as mesmas oportunidades. Fazem-no sem apoios estatais, com dedicação, ao contrário de muitos dos que beneficiaram de dinheiros do Estado e preferiam chamar a imprensa para testemunhar a abertura de bares e de acções de caridade efémeras. Coque está a mudar vidas, pode-se dizer que na construção do futuro já lá colocou os seus tijolos também. Pena é que a pessoas como Coque e Tchissola o Estado prefere não apoiar, eles estão a instruir pobres, para alguns agentes do Estado isto é quase um crime de traição.

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