Ramaphosa assume União Africana

O Presidente egípcio, Abdel Fatah AlSisi, entregou, neste Domingo, em Adis Abeba, a presidência rotativa da União Africana (UA) ao seu homólogo sulafricano, Cyril Ramaphosa, no arranque da cúpula dos lideres africanos

A 33ª Cimeira da UA, que conta com a participação do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, decorre até hoje, Segunda-feira (10), sob o lema “Silenciar as armas: Criando um ambiente favorável ao desenvolvimento”. No seu discurso de aceitação, Cyril Ramophosa afirmou que tudo fará para que a organização seja cada vez mais coesa e próspera, tendo para isso de contar com a ajuda de outros líderes africanos para promover a integração regional. Em cima da mesa estará em análise o relatório final do projecto de reforma da organização continental, que visa tornar as suas estruturas menos burocráticas, mais funcionais e adptadas aos desafios dos novos tempos.

A cimeira, que iniciciou com a entoação do hino da UA, deve validar ainda o consenso obtido no ano passado sobre a reforma institucional da organização e dar passos para a concretização do projecto da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLA). A cúpula vai, também, passar em revista os relatórios dos líderes sobre questões temáticas específicas, entre as quais, a aliança contra a malária, o financiamento para o sector da saúde, acompanhamento da implementação da Agenda de Desenvolvimento 2063 da UA e a questão do combate ao terrorismo e ao extremismo em África.

Na edição deste ano, os Estados membros da UA que fazem parte do mecanismo de promoção da paz no continente, designado Capacidade Africana de Reacção Imediata a Crises (CARIC), vão analisar o estado da situação deste órgão. A CARIC foi criada em 2013, durante a 22ª Sessão Ordinária da UA, como mecanismo provisório para cobrir a lacuna decorrente da inoperância da Força Africana em Estado de Alerta.

A 22ª Sessão Ordinária da União Africana decidiu operacionalizar a CARIC, criando para o efeiro o Centro Estratégico de Coordenação Operacional (CECOC), cujo funcionamento teve início em Abril de 2014. Os Estados membros da UA que fazem parte da CARIC, designados por Nações Voluntárias (NV), são a África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Burkina Faso, Tchad, Egipto, Níger, Rwanda, Sudão, Tanzânia e o Uganda.

Participação de Angola

Angola, em resposta à solicitação da Comissão da UA, disponibizou vários meios e destacou seis (6) oficiais das Forças Armadas Angolanas (FAA), nomeadamente um coronel, dois tenentes coronéis, um major, um capitão e um tenente.

Guiné Bissau em análise

A situação política na Guiné-Bissau foi alvo, neste Domingo, de uma cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na sede da União Africana. Umaro Sissoco Embalo, declarado vencedor pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) nas presidenciais guineenses, encontra-se presente na capital etíope. Mas a delegação da Guiné-Bissau à Cimeira da UA é encabeçada por Suzi Barbosa, que tem chefiado a diplomacia guineense, não obstante ter sido substituída no cargo pelo primeiro-ministro. Suzi Barbosa recebeu plenos poderes da parte do Presidente cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, para o representar na Cimeira da União Africana.

Umaro Sissoco Embalo deveria marcar, entretanto, presença na cimeira extraordinária da CEDEAO, presidida pelo Chefe de Estado do Níger, Mahamadou Issoufou. O Secretário Geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com as sucessivas crises na Guiné-Bissau, ressaltando, entretanto, a importância desse país ter conseguido evitar que essas crises se transformassem num conflito armado.

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