Carta do leitor: Venda informal do material no São Paulo

Melhores cumprimentos. Sou encarregado de educação, e nesta senda de adquiri livros escolares, desloquei-me aos passeios do bairro do São Paulo para encontrar a solução almejada, já que nas escolas oficiais (públicas e privadas) os livros não são fornecidos, e quando são, no cômputo de 4-8 disciplinas, para apenas dar exemplo, só nos últimos 3 meses do ano lectivo os livros são dados aos nossos filhos, e apenas 2 ou mesmo 1 livro.

Infelizmente, todos os livros no São Paulo estão a um preço altíssimo. E o paradoxal é que o Ministério da Educação dáse ao luxo de dizer que o país recebeu apenas 32% dos livros planificados e que 6 províncias não tiveram ainda a eles acesso.
Questiono-me: será que existem gráficas que produzem ou contrabandeiam livros escolares que alimentam o mercado informal nacional?

Será que os tais 32% de livros que o MED refere não estarão a ser encaminhados para o mercado informal, de onde nós, como encarregados, estamos sendo vítimas da alta de preços? Quando é que teremos na verdade livros grátis nas escolas pelo menos para o ensino primário? Afinal, quando é que teremos na totalidade um sistema de ensino primário público grátis, se não só compramos lugares de acesso, mais também os livros?
O que é, afinal, grátis para a educação em Angola?

Subscrevo-me
Lemos Ganga Luanda

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