MED gasta mais de 16 mil milhões de kwanzas na produção de manuais do ensino primário

o ministério da educação (med), que controla seis milhões de alunos no ensino primário, gastou, para a produção de 37 milhões, 785 mil e 537 manuais, 16 mil milhões, trezentos e oitenta e cinco milhões e 91 mil Kwanzas

A informação foi avançada ontem, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar, Pacheco Francisco, numa conferência de imprensa que serviu para abordar o processo de distribuição de manuais escolares relacionados com o ano lectivo 2020. Segundo Pacheco Francisco, para a distribuição dos manuais, o Ministério da Educação criou dois centros logísticos, um em Luanda para atender a região Norte, e outro em Benguela para a parte Sul do país. O valor em causa tem a ver com o atraso da produção que é feita normalmente com alguns meses de antecedência, mas que foi possível devido à disponibilização de recursos financeiros.

“Sabe-se perfeitamente que o país vive essa grande dificuldade conjuntural, mas particularmente sabemos que o que se passa fez com que houvesse uma demora na disponibilização e isso criou um certo atraso na produção dos materiais”, salientou. A produção, que deveria acontecer em Junho de 2019, foi possível apenas em Outubro do ano passado, o que levou o MED a assumir a responsabilidade de contactar algumas empresas sediadas na África do Sul para que houvesse rapidez neste processo, tendo em conta a abertura do ano lectivo, que aconteceu no passado 31 de Janeiro.

“Sabem perfeitamente que os materiais não eram produzidos pelo Ministério da Educação, mas pelo Ministério da Indústria. Somente este ano é que foi-nos passada esta responsabilidade”, contou.

Seis províncias aguardam pelos manuais escolares

O secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar, Francisco Pacheco, fez saber que as províncias da Lunda-Norte, Moxico, Cuanza-Norte, Cuando Cubango, do Bengo e Namibe aguardam pelos manuais escolares do ensino primário distribuídos gratuitamente pelo Governo.

O responsável disse ainda que, neste momento, têm 33% do material em Angola e que está a ser distribuído em algumas províncias. Igualmente foi constituída outra equipas para fiscalizar a chegada e distribuição do material a nível das províncias. “Não são todas as províncias ainda que receberam o material, mas dentro de alguns dias esse material poderá chegar nas respectivas províncias. Estou a falar concretamente de seis províncias, sendo que as demais nesse momento já começaram a recepcionarem alguns camiões”, disse.

Fez saber que encontram dificuldade na distribuição das próprias províncias, uma vez que algumas províncias que já receberam o  material e estão a armazenar, quando o deveriam distribuir.

O material comercializado nos mercados não é proveniente do MED
Segundo Francisco Pacheco, um problema que se tem registado é o da comercialização de materiais em mercados paralelos. Para o responsável, o material que aparece no mercado paralelo não provém do Ministério da Educação. “É um caso que as autoridades competentes têm conhecimento e estão a levar a peito, pois estas pessoas serão investigadas e terão de dizer a origem desse material. Há quem, por exemplo, guarda o material para, nessa fase do ano lectivo, fazer a comercialização.

E quem não entende pensa que o Ministério da Educação está por trás disso”, afirmou. Garantiu que com o material com o novo não será possível fazer-se a comercialização, uma vez que quase todos os livros têm codificação. “Fica aqui bem assente que o material é gratuito, a sua distribuição é gratuita, embora a produção não seja gratuita”, disse. O responsável afirmou ainda que a distribuição de manuais do ensino primário (iniciação a 6ª classe) decorrerá até ao princípio de Março do corrente ano.

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