Editorial: Livros na praça

Jornal OPaís edição 1746 de 13/02/2020

Todos os anos, o Ministério da Educação vem dizer que os livros escolares de distribuição gratuita que são vendidos no mercado paralelo não saíram dos seus armazéns. Todos os anos, milhares de pais são obrigados a comprar livros nas praças para que os seus filhos tenham manuais de estudo. Ou as zungueiras já fabricam livros, talvez em quantidade superior ao Estado, ou alguma coisa está mal. E pior estará quando o ministério vem dizer que os livros até foram feitos no exterior do país. Milhares de famílias são prejudicadas, o Estado é prejudicado, há que assumir que uma boa inspecção no Ministério da Educação sobre este assunto faz-se absolutamente necessária. Alguma coisa não vai bem, dizer que os livros das praças não saíram da guarda de quem os deve proteger e gerir não basta.

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