Engenheiro aconselha reposição de colectores para impedir queda da “ponte” do Calemba 2

Classifica a intervenção como urgente e necessária, uma vez que, de acordo com ele, os desgastes internos vão-se propagando paulatinamente, a cada dia que passa

Angelino Quissonde, engenheiro de construção civil, recomenda aos responsáveis pela solução dos problemas da conhecida “Estrada do Calemba 2, que liga o referido bairro à Vila de Viana, para reporem os colectores que facilitavam a passagem normal das águas. “Para se solucionarem os problemas da circulação automóvel, de transeuntes e da aglomeração de águas, sobretudo em período chuvoso, primeiramente, devem ser repostos os quatro dos sete colectores, que já não estão a drenar as águas” explicou o engenheiro Quissonde, adiantando que a situação lhe pareceu ser antiga.

De acordo com o especialista, depois da reposição dos colectores, há que se repor os solos envolventes dos mesmos, de modo a que essa terra se ache devidamente compactada, para, em seguida, se fazer uma projecção de betão armado. “É esta projecção que vai contribuir para os solos estarem intactos, firmes, de modo a não serem arrastados pelas próximas enxurradas”, assegurou o engenheiro. Fazendo uma alusão ao quadro de situação actual da chamada “Ponte” do Calemba 2, Angelino Quissonde esclareceu que se trata de é um de uma escavação, fruto do estreitamento da vala de drenagem, porque, cada vez mais, os moradores estão a construir nas linhas de água. E isso fez que quatro dos sete colectores que evacuam as águas, nessa passagem hidráulica, se tornassem obstruídas, soube OPAÍS do seu interlocutor, que, por causa disso, cogitou ter havido uma diminuição da vazão de descarga desta passagem, causando, segundo ele, um estreitamento da vala, ao ponto de ter aumentado o nível da água e a altura da sua respectiva lâmina, na ponte.

Por isso, o engenheiro não estranha que se tenha provocado, igualmente, um problema de infra- escavação. “Isso tem a ver com escavações internas, que fizeram as águas criar um esforço adicional nos solos que ladeiam os colectores”, detalhou. Para demonstrar como o problema evoluiu até ao quadro preocupante de hoje, clarificou que, numa primeira fase, houve eliminação dos finos, que são partículas de areia fina, depois as grossas, o que terá resultado num desgaste mais profundo ou o que se classifica de uma erosão interna. O entrevistado adiantou que, por conta disso, começou a provocar pequenos desmoronamentos, até que a situação chegou ao estado actual, em que os cerca de dois metros e meios que possui a faixa de rodagem dessa estrada estão muito afectados, dificultando, assim, a circulação de pessoas e o trânsito automóvel.

Escavação interna progride

Especializado em matéria de tratamento e manutenção de solos, que lhe deu o rótulo de engenheiro que se identifica com as ravinas, Angelino Quissonde alerta que as soluções passam por um trabalho integral, porque a circulação automóvel não só é a mais afectada, mas também parte do alastramento do problema. “Com o movimento dos carros e a trepidação que esses veículos automóveis transmitem a esse pavimento, gera-se sempre um pequeno assentamento, originando também um desprendimento mínimo dos solos”, asseverou. O facto de milhares de carros passarem, diariamente por aí, provoca uma acção mínima que vai começando a criar degradação paulatina, até inviabilizar o trânsito, de acordo com a fonte, que não quer ver as comunicações cortadas nessa paragem de Luanda.

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