IMC forma 36 médicos especialistas em nove anos de existência

Trinta e seis médicos nacionais concluíram os diversos cursos de especialização no Internato Médico Complementar (IMC) afecto ao Hospital Geral de Benguela (HGB), desde 2011, informou, ontem, Quarta-feira, a directora pedagógica e científica da instituição, Guilza Palhares Morais

Segundo Guilza Morais, que falava à Angop, os médicos receberam formação complementar (especialização) em cardiologia, medicina interna, pediatria, ginecologia e cuidados intensivos. A directora avançou que a partir do mês de Abril do corrente ano serão lançados ao mercado os primeiros médicos especialistas em cirurgia e ortopedia formados em Benguela. A médio prazo, poderão também ser lançados os primeiros anestesiologistas. A responsável referiu que a duração dos cursos de especialização varia de três a cinco anos para as áreas clínicas e de quatro a cinco anos para as de pendor cirúrgico.

Lembrou que, muito recentemente, seis ginecologistas terminaram a sua formação e retornaram às suas áreas de origem, designadamente à província da Huíla e aos municípios da Catumbela e do Lobito, em Benguela. Guilza Palhares Morais disse que, neste momento, estão em formação de especialização outros 96 médicos. “As vagas dependem do que o Conselho Nacional de Pós-graduação em Ciências da Saúde atribui à província. Porém, anualmente são sempre recebidos novos candidatos”, frisou. Deu a conhecer que, para se ter acesso ao ciclo de especialização, o beneficiário deve ser médico, com cédula atribuída pela Ordem angolana da classe, ser integrante do sistema nacional de saúde e prestar serviços médicos por, pelo menos, 12 meses.

Do seu ponto de vista, o programa formativo vem responder ao déficit existente em termos de especialistas. Por isso, dentro de cinco anos, espera que estejam minimizadas as carências em algumas áreas médicas, ao nível de Benguela e não só. Guilza Palhares reconhece haver algumas especialidades prioritárias, embora admita que todas as áreas são necessárias e requerem alguma cobertura com especialistas competentes e capazes, daí a adopção desse programa, cujos resultados serão notórios nos próximos anos. Nesse capítulo, disse, o país conta com alguns IMC, vulgos “hospitais/escolas”, nomeadamente nas províncias de Luanda (vários – Lucrécia Paim, Josina Machel, Hospital Pediátrico, Américo Boavida e eventualmente outros privados), além das províncias de Benguela, Huíla e do Huambo.

A academia de Benguela recebe geralmente profissionais provenientes das províncias do Bié, Huambo, Huíla, Luanda e Cuando Cubango. A directora admitiu que quase todas as áreas têm dificuldades de médicos especialistas, pelo que se necessita de mais investimentos e acções de formação. Em relação às dificuldades, apontou a escassez de médicos angolanos na instituição (trabalham com a Universidade Katyavala Bwila para suprir essa carência), já que depende quase que exclusivamente de professores expatriados. Com efeito, dos 55 docentes do Internato Médico Complementar (“hospital/escola”) de Benguela, apenas seis são de nacionalidade angolana.

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