Mampuya inaugura hoje exposição de quadros e instalações no Camões

A mostra composta por 27 obras, 15 quadros de pintura e 12 instalações em gesso, foram produzidas pelo artista e tem como objectivo submeter aos cidadãos o fenómeno que dá titulo à mostra: o “Arco-íris”

“Arco-íris” é o título da exposição do artista plástico Guilherme Mampuya, composta por quadros de pintura e instalações em gesso, que é inaugurada hoje, às 18 horas e 30 minutos no Camões/ Centro Cultural Português (CCCP), em Luanda. A mostra que ficará patente até 13 de Março é composta por 27 obras inéditas, 15 quadros e 12 instalações produzidas pelo artista. A mesma tem como objectivo submeter aos cidadãos o fenómeno que dá titula à mostra, que segundo ele, é tido por uns como bênçãos e, por outros, como motivo de constrangimentos.

“Quando se fala deste fenómeno, fala-se também das chuvas e dos seus fins. Para uns implica alegria e para outros é motivo de choro. A isso chamo como os dois lados da vida porque, o “Arco-íris” através das chuvas tem esses dois lados opostos: a beleza e a tristeza, o que pretendo realçar neste trabalho”, aclarou. O talentoso artista avançou que neste trabalho, diferente de outros, realçou mais a identidade africana, como a alegria e a tristeza, de modo a impulsionar os cidadãos a reflectirem sobre a vida e, consequentemente, motivá-los a não se desesperarem diante de momentos difíceis.

Agenda para 2020

O artista possui uma agenda preenchida com várias exposições em diferentes espaços, tanto no país quanto no exterior, até ao mês de Julho. A titulo de exemplo, citou a que será realizada em Lisboa (Portugal). O artistas referiu ainda que “2019 foi de muito trabalho e, neste momento, estou a começar com o mesmo ritmo, se calhar, muito mais acentuado”. Sobre a internacionalização do seu trabalho, disse que se encontra de momento parado, devido aos projectos traçados, como a inauguração da Galeria de Arte, em 2016, e o Museu de Colecçao com o seu nome, que pretende descerrar em 2022. “Quando estamos envolvidos nestes tipos de trabalhos, dificilmente conseguimos apostar na parte internacional da nossa carreira, porque temos de estar focados no trabalho, para que sejam concretizados com êxito. Mas assim que terminar, pretendo projectar-me internacionalmente. É uma questão de opção”, perspectivou.

O artista Guilherme Mampuya nasceu em Novembro de 1974, na província do Uíge. Em 2002, ingressou no Curso de Pintura Básica, no Atelier de Avelino Kenga. Mais tarde aperfeiçoou a técnica do retrato no curso de Pintura de Retratos, no atelier de pintura Honesto Nkunu, em Luanda. Em 2005, tornou-se membro da União dos Artistas Plásticos Angolanos), iniciando a apresentação de exposições com uma frequência anual, dentre as quais se destacam duas exposições para a EnsArte, participação na Trienal de Artes de Luanda, exposições individuais em Luanda e em Bruxelas (Bélgica) na Galeria “Lumieres d’Afrique”. Em 2008, venceu o Grande Prémio de Pintura EnsArte. Tem exposto em diversos locais de Luanda, como no estrangeiro. Em 2018, representou Angola na 10ª Edição da Expo Macau 2018.

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