Carta do leitor: o fim do decoro e da civilidade

POR: António João Catende

Caro director do jornal OPAÍS Escrevo porque estou admirado com uma situação que é cada vez mais evidente nas cidades angolanas, mas que parece incomodar pouca gente. Falo do pudor, porque andamos pelas ruas com os nosso fi lhos e não temos como evitar certas cenas e poupar as crianças de espectáculos degradantes. Também não nos poupamos de perguntas que são difíceis de responder a crianças. Em cada esquina de Luanda, por exemplo, há pessoas a urinar na rua, até no centro da cidade. Os homens aliviam-se como podem, sem pudor e virados para qualquer lado, e as mulheres, principalmente as zungueiras, usam panos como casas de banho e agacham-se nas sargetas. As autoridades há muito deveriam preocupar-se com tudo isso, por questões de decoro, de saúde pública e de organização da cidade, que não oferece alternativas. Mas também de civilidade, temos de pensar que sociedade queremos construir. Por outro lado, a prostituição cresce todos os dias, elas, as prostitutas, já posam em certas ruas a qualquer hora do dia, da forma como se vestem e abordando os potenciais clientes. Será da fome? Do desemprego, da perda de valores morais? Há que debater estas questões para se encontrar as melhores soluções. Não se trata de esconder os problemas, mas de os resolver, é o que se espera das autoridades

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