Diversificação da economia passa também pelo sector dos Transportes, diz ministro

A diversificação da economia passa também pelo sector dos Transportes, adoptando medidas para desenvolver o sector que dirige, referiu o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, durante o encontro de quadros em alusão ao 32 aniversário da unicargas

O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, reconhece que a Unicargas estava vaticinava ao falhanço, mas fez uma trajectória de sucesso e foi possível inverter ciclos negativos de empresa que se pretendia com visão nacional do ponto de vista dos transportes e logísticas, mas não foi capaz de atingir os objectivos. “O que em grande medida determinou todo o processo e definiu o programa de privatizações tem a ver com o facto de que as empresas públicas não conseguem dar lucro”, explica. Segundo o titular da pasta dos Transportes, a diversificação da economia passa também pelo sector dos transportes e por adptar medidas para desenvolver o sector que dirige.

Na sua opinião, o país já poderia ter portos de excelência, o sector ferroviário a dar uma contribuição satisfatória, o que não acontece. Segundo o PCA da Unicargas, Celso Rosas, a empresa que dirige pretende deter uma posição no Porto de Luanda e desempenhar um papel relevante ao nível dos transportes e das mercadorias, assegurando diferentes movimentações de significativa carga contentorizada, contribuindo, activamente, para o desenvolvimento do programa de combate e a erradicação da fome e da pobreza em curso e colaborando, com reconhecida eficácia nas missões de socorro aos sinistrados pela seca no sul do país. “Nos últimos anos, a Unicargas tem procurado implementar e estender os seus serviços a todo o território”, disse.

Celso Rosas reconhece a mobilidade como factor estrutural do desenvolvimento económico e social que Angola necessita, a componente inerente à movimentação de mercadorias, nomeadamente, os bens de consumo indispensáveis a uma população a caminho de 30 milhões de habitantes, torna mais permanente a realização de um conjunto de investimentos estratégicos que permitam diversificar a sua oferta de serviços, passando a serviços dos terminais aéreos, à semelhança da Catumbela, melhorando a eficiência com reforço da sua componente transitária, aumentar a cobertura geográfica com abertura de novas delegações nas províncias do Zaire, concretamente o município do Soyo e Malanje Segundo o responsável, o principal objectivo do plano de negócios da empresa é tornar a Unicargas como operadora logística integrada eficiente e de referência no país.

Sendo assim, permite esperar com total tranquilidade e algum orgulho por ter sido escolhida para integrar a lista das empresas incluídas no Programa de Privatizações está alinhado com o Programa de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 PROPRIV. Os resultados operacionais, em 2019, foram de 318 milhões, 369 mil e 420 Kwanzas, contra os 242 milhões, 622 mil e 534 Kwanzas, em 2018. Enquanto isso, os custos da empresa foram de 6 mil milhões, 100 milhões, 195 mil e 241 Kwanzas, contra os 5 mil milhões, 611 milhões, 013 mil e 771 Kwanzas, em 2018. No total, foram operados no Terminal Polivalente da empresa 118 Navios, sendo 80 de longo curso e 38 de cabotagem. Ainda em 2019, a empresa registou uma movimentação de 832 mil 602 toneladas de carga, contra 649 mil 619 toneladas do ano anterior, desta 427 mil 453 toneladas foram retiradas do terminal polivalente do Porto de Luanda e 405 mil 149 toneladas foram transportadas por via rodoviária, operadas por 106 camiões e 118 atrelados.

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