Áreas de conservação sem condições para receber turistas

O director-geral do instituto nacional de Biodiversidade e das Áreas de Conservação do ministério do Ambiente, Aristófanes pontes, revelou, ontem, em Luanda, que faltam infraestruturas como hotéis, lojas, restauração, entre outros serviços nas áreas de conservação para acolherem turistasO director-geral do instituto nacional de Biodiversidade e das Áreas de Conservação do ministério do Ambiente, Aristófanes pontes, revelou, ontem, em Luanda, que faltam infraestruturas como hotéis, lojas, restauração, entre outros serviços nas áreas de conservação para acolherem turistas

Aristófanes Pontes declarou, em exclusivo a OPAÍS, que somente o Parque Nacional da Quiçama (em Luanda) e o Parque Regional da Chimalavera (em Benguela) têm mínimas condições para o efeito, a maior parte das outras áreas de conservação não têm condições. Em Angola existem 14 áreas de conservação, entre as quais nove parques nacionais, um Parque Natural Regional (Chimalavera), duas reservas naturais integrais (Luando e Ilhéu dos Pássaros) e duas Reservas Parciais (Namibe e Búfalo).

De acordo com Aristófanes Pontes, uma das grandes dificuldades levantadas pelos investidores que pretendem apostar neste segmento está relacionada com a banca e as suas políticas de concessão de crédito. Daí que há toda a necessidade de um trabalho colectivo. “Os sectores envolvidos nesses processos e a banca devem abordar que possibilidades existem para que os financiamentos possam ser feitos a partir da nossa banca”, disse. Contou que até então as áreas de conservação estavam fechadas.

Apenas conservavam, porém, urge a necessidade de implantação dessas infra-estruturas de formas a que as mesmas sejam rentabilizadas. Essas declarações foram prestadas à margem de um encontro que o Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC) do Ministério do Ambiente, órgão vocacionado para a execução das políticas e estratégias no domínio da conservação da biodiversidade e gestão das áreas de conservação realizou com investidores nacionais.

Angola possui mais de 1000 espécies de aves, dentre elas 14 endémicas

por outro lado, o chefe do departamento de Cadastro de ordenamento e Turismo do ministério do Turismo, Fernando diogo, revelou, ontem, que o país tem mais de milespécies de aves, dentre as quais 14 são endémicas. razão pela qual, o ministério do Turismo (minTUr) e a pLV, empresa espanhola com experiência comprovada neste segmento, assinaram um contrato visando a execução do projecto Aviturismo, a 8 de Agosto de 2019. Ao intervir no referido evento, cingiu a sua abordagem neste projecto que é um segmento do ecoturismo que consiste na observação e estudo de aves, fundamentalmente endémicas ou em vias de extinção, quase endémicas e outras. “Estima-se que há 120 milhões de observadores de aves no mundo que geram uma economia de mais de 60 mil milhões de dólares anualmente. normalmente visitam um país por duas a três semanas. Chegam a visitar os sítios mais remotos de um país ou destino”, frisou.

error: Content is protected !!