Vendas de diamantes regista aumento de 19,8 % em 2019

A comercialização de 3.004.250,46 quilates de diamantes no iV trimestre de 2019, corresponde a um aumento de 19,8% comparativamente ao período homólogo. os números foram revelados,ontem, Sexta-feira, 14, durante a apresentação do balanço da actividade diamantífera

O director de Mercados e Promoção de Comercialização, Gaspar Sermão, salientou que a venda de 3.004.250,46 quilates, avaliados ao preço médio de USD 136,40 dólares por quilates, resultou na arrecadação bruta de USD 409.777.359,78 mais USD 28.725.887,09 (7,5 %) face ao igual período de 2018. Já o preço médio total no referido período cifrou-se em USD 136,40, tendo representado uma redução de (10,2%) comparado ao mesmo período de 2018. Disse ainda que durante todo o ano de 2019, foram comercializados cerca de 9.442.807,99 quilates avaliados ao preço médio ponderado de USD 137,61 que resultaram na venda bruta de USD 1.299.397.605,27 quilates. Relativamente ao ano de 2018, verificou- se um aumento na ordem dos 12,3% e um incremento da receita de 6,2%. “A venda de 3.004.250,46 quilates, corresponde a um aumento de 19,8% comparativamente ao IV trimestre de 2018 e pelo menos 2.685.075,97 quilates (89,4 %) é de origem kimberlitica e 319.042,69 quilates (10,6 %) é de origem aluvionar”, explica.

“Neste período, aconteceu o segundo leilão de diamantes brutos, onde registou-se a venda de dois lotes de 127,7 mil quilates cada um que geraram uma receita total de USD 24,1 milhões e nove pedras específicas com um peso total de 320,87 quilates, que geraram uma receita bruta USD 3,7 milhões”, explica. Gaspar Sermão disse que o objetivo do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos é o acompanhamento da actividade comercial do diamante, aferir a avaliação dos preços no mercado internacional, acompanhar os fundamentos do mercado e avaliar o desempenho das empresas que comercializam os diamantes. Por sua vez, o secretário de Estado para a Geologia e Minas, Jânio da Rosa Correia Victor, referiu que os números representam um aumento da produção e, igualmente, a comercialização é satisfatória, não obstante os preços do mercado mundial baixarem 10%, mas a produção continua estável.

O aumento é fruto de um lote de Catoca que foi comercializado no final do ano. “Estamos a caminhar para cumprir com as metas estabelecidas no PDN2020/2022”, disse. Questionado sobre as espectativas do sector, no primeiro semestre de 2020, avançou que a produção de diamantes vai manter- se, pois a intenção é estabilizar a produção. Para o responsável, a Endiama está a fazer um grande trabalho nas empresas mineiras actuais, onde se está a optimizar o processo mineiro para o aumento da produção. No que diz respeito à retirada da licença dos produtores que não têm capacidade para explorar, Jânio da Rosa argumentou que os produtores tiveram algum tempo para se organizar e uma moratória de dois anos.

Caso a organização não aconteça durante este período será retirada a licença de exploração. “No ano transacto, tivemos uma reunião com os produtores e lhes foi dito o que se deve fazer e tornado público, e penso que estão a trabalhar neste sentido”, disse. O responsável salientou que Catoca detém 90 % da produção nacional e temos 10 % da produção divididas entre diferentes minas. Actualmente, 12 minas encontram-se em funcionamento divididos entre grandes e pequenos projectos. “Os diamantes comercializados no referido período são provenientes das províncias da Lunda-Sul (89%) e Lunda- Norte (11%) ”,disse.-

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