Apenas 20% das empresas de conteúdo local estão certificadas

Apenas 600 empresas nacionais de conteúdo local, das mais de 3 mil que constam na base de dados do sector petrolífero, estão certificadas pelo Centro de Apoio Empresarial (CAE), o que representa 20% do total deste número

A informação foi prestada recentemente pelo director nacional de Fomento de Quadros e da Cadeia de Valor, Domingos Francisco. O sector petrolífero é bastante exigente em termos de segurança, pessoal eficiente, gestores capacitados, entre outros requisitos que muitas empresas não conseguem preencher e auto-excluem-se, referiu o responsável, que falava à imprensa no Fórum de Fornecedores Locais.

Apelou às empresas não certificadas pelo CAE a preencherem os procedimentos necessários para a sua qualificação e participar nos concursos divulgados pelas petrolíferas que operam no país. Referiu estar em curso a elaboração de uma nova lei que regula a actividade de conteúdo local e vai exigir contratos de programas, planos de desenvolvimento de nacionais, criação de um órgão gestor e regulador desta actividade no país, entre outras alterações. Por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, considerou que as empresas nacionais de conteúdo nacional têm uma certa dinâmica na sua actuação de apoio à actividade petrolífera.

Disse existirem sinais de melhorias no ambiente de trabalho das empresas de conteúdo local que visam dar melhor conforto à sua inserção, sem esquecer a capacitação, eficiência e maior competitividade. Justificou que a indústria petrolífera é exigente no ponto de vista de qualidade e as empresas nacionais devem estar preparadas para dar resposta a estes requisitos.

Diamantino Azevedo afirmou que o sector dos hidrocarbonetos é responsável por mais de 60 por cento das receitas tributárias do país e mais de 95 por cento das exportações, o que constitui um contributo relevante para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ao se referir à Sonangol, disse que se deve fazer mais investimentos para aumentar a sua produção e tornar-se numa operadora petrolífera que consiga competir com os maiores “players” que actuam no mercado nacional.

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