Laboratório regional da Huíla vai produzir 2 milhões e 250 mil doses de vacinas/ano até 2022

O laboratório regional de veterinária da Huíla tem disponíveis em reserva, para venda, mais de 200 mil doses de vacina de “newcatle”, mas a intenção é a produção de 2 milhões e 250 mil doses de vacinas por ano

segundo o responsável, trata-se de vacinas do tipo Esgripe 1 e 2 contra a gripe aviária, actualmente conservada em câmaras de frio. Afirmou que a intenção é aumentar a quantidade de vacinas produzidas e disponibilizá-las para o mercado nacional, sendo que a capacidade de produção trimestral actual é de 750 mil doses. Informou que desde 2012, altura em que o laboratório começou a produzir, até agora já foram fabricadas 664 mil doses de vacinas de newcastle, distribuídas em todo país, sendo que em 2012 produziu 193 mil e 200 doses e em 2019 329 mil e 820 doses.

Adiantou que a meta é até 2022 produzir 2 milhões e 250 mil doses de vacinas por ano, para responder à demanda dos aviários e criadores tradicionais no país, através da instalação de mais duas linhas de produção de vacinas com investimentos estimados em 455 milhões de Kwanzas, valor a mobilizar junto do governo e doadores internacionais. Segundo a mesma fonte, esse valor serviria para comprar equipamentos que melhorarão as actividades de produção, como o fluxo laminar, autoclaves, estufas de incubação, incubadoras de ovos (ovos de aves que servem para a produção das vacinas), balanças analíticas, câmara de congelação, caixas isotérmicas e microscópios, de entre outros meios.

O laboratório regional do Lubango foi erguido em 2012, com financiamento da organização internacional denominada Kyeema (Foundation Mission Statement), conta hoje com oito técnicos. Vive dificuldades de vária ordem, como a necessidade de seis especialistas em veterinária, toxologia, farmacêutica, biólogos, nutricionistas e bioquímico. Além de recursos humanos, o seu director disse que precisase também de equipamentos como um aparelho de fluxo laminar para a inoculação e colheita do líquido alantoide nos ovos que se tornam vacinas. O gestor solicitou também a revisão dos equipamentos existentes, ao nível do Instituto de Investigação Veterinária (IIV), para melhor servir em termos de produção e conservação dos ovos.

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