China diz que restrições ao coronavírus começam a funcionar

O número de novos casos de coronavírus, na China, caiu no Domingo e um oficial de saúde disse que esforços intensos para impedir a sua disseminação começavam a funcionar, já que outras 70 pessoas deram positivo num navio de cruzeiro atingido pelo vírus em quarentena no Japão.

Os últimos números da China mostraram 68.500 casos da doença e 1.665 mortes, a maioria em Hubei. A Comissão Nacional de Saúde registou, no Domingo, 2.009 novos casos, abaixo dos 2.641 no dia anterior e 142 novas mortes, apenas uma a menos que as 143 no dia anterior. Todas, excepto quatro das novas mortes, ocorreram em Hubei. A província e a sua capital, Wuhan, estão praticamente fechadas desde Janeiro, 23, com escolas, escritórios e fábricas encerradas e a maioria das viagens suspensas.

Acredita-se que o vírus tenha um período de incubação de 14 dias, o que parece indicar que está a disseminar-se desde que o bloqueio foi imposto. Mas o porta-voz da comissão de saúde, Mi Feng, disse que a campanha começava a mostrar resultados. “O efeito dos controlos do coronavírus está a aparecer”, disse Mi a repórteres. O aumento do apoio médico e das medidas preventivas, em Hubei, impediu casos mais críticos, e a proporção de casos críticos entre os casos confirmados caiu para 21,6%, no Sábado, de 32,4% em Janeiro, 27, disse Mi.

Casos leves também estavam a ser tratados mais rapidamente, impedindo que se tornassem críticos, disse Mi. No entanto, as restrições foram reforçadas em Hubei, no Domingo, com a proibição de veículos, além de serviços essenciais, e às empresas foi dito para ficarem fechadas até novo aviso.

Norte-americanos desembarcam de navio atingido por coronavírus Passageiros norte-americanos foram retirados de um navio de cruzeiro neste Domingo para voltarem para casa, depois de ficarem duas semanas em quarentena na costa do Japão, enquanto a China afirma que medidas como isolar a mega-cidade de Wuhan pelo menos diminuíram o ritmo de propagação de novos casos de coronavírus. Um anúncio a bordo do Diamond Princess, onde 3.700 passageiros e membros da tripulação foram mantidos desde 3 de Fevereiro, disse aos norte-americanos para se prepararem para desembarcar neste Domingo e tomar vôos fretados de volta para casa. Mais tarde, passageiros usando máscaras puderam ser vistos acenando das janelas dos autocarros estacionados perto do navio.

Passageiros canadianos, italianos, sul-coreanos e de Hong Kong deviam voar em seguida, depois de os seus governos também anunciarem planos para repatriá-los.

Taiwan confirma primeira morte por coronavírus na ilha

Um motorista de táxi morreu devido ao coronavírus em Taiwan, registando-se a primeira morte na ilha em consequência do vírus e o quinto fora da China continental. O ministro da Saúde, Chen Shih-chung, disse em entrevista à imprensa, no Domingo, que a vítima era um homem de 61 anos que tinha diabetes e hepatite B. Taiwan tem até agora 20 casos confirmados. O motorista de táxi não havia viajado ao exterior, recentemente, e os seus clientes eram principalmente de Hong Kong, Macau e China, disse o ministro. Um dos seus familiares também contraiu o vírus.

Ambos constituem os primeiros casos de transmissão local de Taiwan, disse o ministro, acrescentando que as autoridades estão a tentar encontrar a fonte de contágio. A ilha começaria no Domingo a testar todos os pacientes que mostraram sintomas associados ao coronavírus e que viajaram ao exterior, recentemente, disse o Ministério da Saúde.

Fatalidades na Europa A primeira fatalidade na Europa foi um chinês de 80 anos que morreu num hospital de Paris, disseram autoridades no Sábado. Robin Thompson, especialista em epidemiologia matemática da Universidade de Oxford da GrãBretanha, disse que, com quase 50 casos na Europa, a morte não era surpreendente. “Ainda não houve transmissão sustentada de pessoa para pessoa na Europa”, afirmou.

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