China manifesta respeito às políticas angolanas de quarentena ao Coronavírus

Actualmente, existem cerca de 60 cidadãos chineses em quarentona em Luanda, sendo que deste número a maioria são empresários e homens de negócios que têm necessidade de continuarcom os seus projectos, mas que foram aconselhados a cumprir o período de isolamento

O embaixador da China em Angola, Gong Tao, disse que o seu país não se opõe ao tempo de quarentena que as autoridades sanitárias angolanas estão a estabelecer para os cidadãos chineses no âmbito da prevenção e combate ao Coronavírus. De acordo com o diplomata, que falava em conferência de imprensa, o período de quarentena, superior a doze dias, que as autoridades sanitárias angolanas definiram, é para ser respeitado e cumprido, apesar de eventuais constrangimentos que a medida possa vir causar, sobretudo

aos homens de negócios que têm necessidade de voltar às suas actividades. Gong Tao fez saber que continuam a aterrar em Angola cidadãos chineses e de outras nacionalidades provenientes da China e que todos esses estão a ser sensibilizados pela sua embaixada de forma a cumprirem escrupulosamente o período de quarentena definido. Actualmente, frisou, existem cerca de 60 cidadãos chineses em quarentena em Luanda.

Deste número, o embaixador explicou que na sua maioria são empresários e homens de negócios, que têm necessidade de continuarem com os seus projectos, mas que foram aconselhados a cumprir o período e as políticas de “resguardarmento” no âmbito das políticas sanitárias de prevenção ao vírus. “Muitos destes homens tomaram a iniciativa de se isolarem quando ainda estiveram na China. Estavam em casa fechados para não correrem o risco de infecção. Mas, ainda assim, são obrigados a cumprir as medidas de segurança tão logo chegaram em Angola”, esclareceu.

“Somos parceiros e nenhum Estado está acima do outro” Gong Tao disse ainda que o respeito pelas políticas sanitárias Angolanas deve-se ao facto de o seu país ter Angola como parceiro estratégico em África no âmbito da cooperação bilateral. Conforme explicou, dentro desta parceria, nenhum Estado está acima do outro e o cumprimento das regras de cada país é de carácter obrigatório. “A China respeita muito Angola porque Angola também respeita a China. Somos amigos e parceiros. Ninguém está acima do outro. É a pensar em tudo isso que respeitamos as normas do Governo angolano”, notou.

No entanto, desde a divulgação do primeiro caso, o Coronavírus já matou mais de 1.300 pessoas, com mais de 56 mil ocorrências confirmadas e um número acima dos 10 mil casos suspeitos, sendo que a província de Hubei constitui o epicentro da epidemia. Apesar das perdas de vidas humanas, Gong Tao reafirmou que o vírus não é tão mortífero, a julgar pela sua taxa de mortalidade que é de apenas 2 por cento. “Continuamos vigilantes e preocupados em salvar vidas, evitando que novos casos venham a ser registados”, frisou.

Volume de negócios acautelado Por outro lado, apesar da situação crítica, Gong Tao disse que a China continua a manter a sua linha de negócios e financiamento para África no geral e Angola em particular. Todavia, o diplomata assegurou que os constrangimentos que o vírus está a causar aos homens de negócios, que têm uma série de condicionantes, vão ser ultrapassados o mais rápido possível, tão logo se registe a estabilização do Coronavírus.

“Aos poucos, a China vai recuperar o que perdeu. A situação de Hubei é mais preocupante, mas noutras províncias já se regista uma estabilidade”, assegurou. De referir que as relações entre Angola e a China são relações diplomáticas estabelecidas e que datam desde a pré-Independência de Angola. Actualmente, são baseadas numa relação comercial emergente. Desde 2011, os angolanos são o segundo maior parceiro comercial dos chineses no continente africano.

 

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