CNU Angola promove igualdade de género

Apesar dos ganhos notáveis que as mulheres conquistaram na educação e na força de trabalho, nas últimas décadas, o progresso é ainda desigual. Estudos apontam que a probabilidade de mulheres obterem o grau superior em campos relacionados com a ciência é de 18%, 8% e 2%, enquanto as percentagens masculinas são de 37%, 18% e 6%

A presidente da Comissão Nacional angolana para a Unesco (CNU), Ana Tuavanje Elias, afirmou que a instituição que dirige necessita de reduzir a disparidade existente entre homens e mulheres na ciência e na investigação científica, bem como promover activamente a igualdade de género em todas as carreiras ligadas a ciências, tecnologias e inovação .

Em função disso, o secretário permanente da comissão para a Unesco, através da rede de programas das escolas e parceiros associa-se a esta iniciativa augurando que com a sua disseminação incentive as empresas públicas, privadas e outros serviços de utilidade pública a canalizarem para os jovens serviços, produtos e processos específicos e que atendam aos interesses desta classe em todo o país. Ana Elias falava na celebração do Dia Internacional da Mulher e da Menina na Ciência, que se assinalou a 11 do mês em curso e 13, Dia Mundial da Rádio, sendo que, na sua opinião, promovem compreensão no interesse de se encontrar soluções para a mudança da situação que assola o país.

“A rádio é um meio humanitário que a Unesco defende e apoia activamente, pelo seu papel na interligação dos povos e na área da educação em particular”, disse. Apesar dos ganhos notáveis que as mulheres conquistaram na educação e na força de trabalho nas últimas décadas, o progresso foi desigual. De acordo com o Instituto de Estatísticas da Unesco, apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

Pelo facto, afirma que as mulheres continuam sub-representadas nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas, tanto no âmbito da graduação quanto no âmbito das pesquisas. Segundo um estudo levado a cabo em 14 países, a probabilidade de mulheres obterem o grau de licenciatura, mestrado e doutoramento em campos relacionados com a ciência é de 18%, 8% e 2%, enquanto as percentagens masculinas são de 37%, 18% e 6%. Outrossim, o número de mulheres reconhecidas como líderes premiadas permanece baixo, apesar de algumas excepções de personalidades de expressão, a falta de reconhecimento das conquistas das mulheres contribui para o equívoco de que as mulheres não podem actuar na ciência, ou seja, não tão bem como os homens.

Há necessidade de se mudar de actitude Promover a igualdade da participação de mulheres na ciência requer uma mudança de atitudes, pelo facto, as meninas precisam acreditar mais em si como cientistas, exploradoras, inovadoras, engenheiras e inventoras. “A ciência e a igualdade de género são dois factores vitais para levar a cabo, com sucesso, a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”. Lembrou que ao longo dos últimos 15 anos, a comunidade global fez muitos esforços para inspirar e envolver as mulheres e meninas na ciência, mas, infelizmente, muitas continuam a ser excluídas”, desabafou, tendo acrescentado que para tal bastavam uma funcionária auxiliar de limpeza e uma professora da disciplina de ensino religioso, que a direcção achou por bem mantê-los.

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