EUA reafirmam apoio ao combate à corrupção

 O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, reafirmou esta segunda-feira, em Luanda, o apoio aos esforços de Governo angolano no combate à corrupção e na recuperação dos fundos retirados ilegalmente do país.

Queremos ajudar a responsabilizar os que desviaram o dinheiro de Angola, como fazemos com outros países”, declarou o chefe da diplomacia americana, em conferência de imprensa, no final das conversações bilaterais com o homólogo angolano, Manuel Augusto.

Na ocasião, Mike Pompeo sublinhou, igualmente, a necessidade de as transacções financeiras serem transparentes.

O secretário de Estado americano considerou excelente o trabalho do Presidente João Lourenço, que visa transformar a corrupção num “fantasma do passado”, aumentar a transparência, ajudar as instituições financeiras a organizar a sua contabilidade e a perseguir os “vilões”.

O governante norte-americano acredita que se as reformas propostas forem implementadas com fidelidade, para além dos investimentos já anunciados, mais empresas americanas investirão em Angola, em prol do crescimento económico, na criação da riqueza e de empregos no país.

Durante a conferência de imprensa, no Ministério das Relações Exteriores, Mike Pompeo comprometeu-se a ajudar na divulgação do potencial de Angola e, desta forma, atrair mais empresas dos EUA, para apostarem na promoção e no desenvolvimento económico de Angola.

Realçou que o investimento americano poderá incidir, também, na diversificação da economia, no desenvolvimento dos sectores da agricultura, bem como no do turismo e tecnologia, com o envolvimento de mulheres empreendedoras.

Cooperação

Valorizou a cooperação existente entre os dois países, que tem ajudado a salvar mulheres e crianças do risco de contágio por tuberculose, HIV/Sida e na redução do índice de mortalidade por malária, nos últimos anos.

O secretário de Estado americano destacou, igualmente, a parceria no domínio da segurança, com às instituições democráticas, sociedade civil e igrejas.

O diplomata norte-americano destacou, ainda, a necessidade de os angolanos manterem-se optimistas.

Relações bilaterais/multilaterais

Os chefes das diplomacias de Angola, Manuel Augusto, e dos Estados Unidos da América (EUA), Mike Pompeo, manifestaram o interesse de reforçar a cooperação entre os dois países, bem como defenderam a necessidade de elevar o nível das relações bilaterais e multilaterais.

Para o secretário de Estado americano, existem imensas oportunidades de cooperação entre os dois países, pelo que manifestou o desejo de os EUA participarem no processo de desenvolvimento, prosperidade, segurança e manutenção da paz em Angola.

Por seu turno, o ministro Manuel Augusto disse esperar que a visita de Mike Pompeo ajude a elevar as relações bilaterais e a cooperação multilateral entre ambos Estados.

Volume de Negócios Angola-EUA

Angola e os Estados Unidos atingiram 3,4 mil milhões de dólares no final de 2017.

Angola exportou produtos avaliados em 2,6 mil milhões e os EUA cerca de 800 milhões de dólares.

Já em 2016, atingiram um total de 4,2 mil milhões de dólares, um declínio de 16 mil milhões de dólares, depois de, em 2008, se ter verificado um volume de 20,1 mil milhões de dólares.

Angola e os Estados Unidos assinaram, em 2010, um acordo para a criação de uma comissão bilateral designada Diálogo de Parceria Estratégica.

O país é terceiro Estado da África subsaariana com o qual os Estados Unidos têm uma parceria estratégica. Os outros dois são a África do Sul e a Nigéria.

No quadro bilateral, os Estados Unidos consideram que Angola ocupa uma posição geográfica importante de acesso à África Central, Austral e ao Golfo da Guiné.

Os dois países são parceiros estratégicos em vários domínios da cooperação, com realce para o  comércio, finanças, energia, indústria transformadora, segurança, direitos humanos, saúde e justiça.

Recentemente, os Estados Unidos manifestaram o apoio a Angola no repatriamento de capitais e activos ilícitos, desviados para o exterior por cidadãos angolanos, no quadro do combate à corrupção em curso no país.

Angola exporta para os Estados Unidos, essencialmente, petróleo e diamantes, ao passo que os norte-americanos vendem para o país alimentos, equipamentos para o sector petrolífero e maquinaria diversa.

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