Fazenda “Rio Verde” aumenta produção de cereais e leguminosas

O investimento implementado no município do Ebo inclui a produção intensiva de feijão na ordem das 1,5 toneladas por hectare e de milho de até 300 toneladas numa área de 150 hectares

Com micro-clima quente e temperado, e solos férteis, o projecto agrícola “Rio Verde”, implantado numa área de 150 hectares, a 420 km da sede do município do Ebo/CuanzaSul, pretende apostar, seriamente, na presente época agrícola, na produção de cereais e leguminosas, com destaque para o milho (abastecendo o mercado de ração animal e o de consumo humano) e feijão. O técnico agrário responsável daquela unidade de produção agrícola, afirmou que pretendem superar a cifra do ano anterior que situou-se à volta das 220 toneladas embora desenvolvida numa menor área produtiva.

“Este ano, conseguimos plantar 62 hectares, mas temos potencial para chegar aos 150 hectares; as áreas já estão abertas”, assegurou Wainer Santana Fazenda. Estas perspectivas estarão dependentes da regularidade das chuvas, uma fez que o projecto optou pelo sistema produtivo em regime de sequeiro (rega através da chuva). Porém, existem outros constrangimentos apontados como entraves para a produção, com destaque para os roubos constantes por parte da comunidade e a questão do acesso para os grandes centros comerciais.

“As nossas dificuldades aqui são várias: o difícil acesso à fazenda com a via péssima; a falta de energia eléctrica; os freqüentes roubos feitos pela população vizinha dos bairros” salientou o técnico Santana que acrescentou à lista de preocupações as queimadas que “não nos deixam dormir em condições na fase da colheita”.

A agenda produtiva, acrescentou, contempla, igualmente, um forte investimento na produção de feijão, cuja meta a atingir é de 1,5 toneladas por cada hectare numa área de 150 hectare. “Temos equipamento e maquinas para garantir a celeridade na mobilização de terra; cuidados das culturas, tratamento contra pragas e doenças e na colheita de forma mecanizada”, observou o técnico agrário de nacionalidade brasileira, o único expatriado de um total de nove trabalhadores que a empresa ostenta.

A economia do Ebo, na província do Cuanza-Sul, assenta no aproveitamento das potencialidades agrícolas, tendo como principais empecilhos a degradação das estradas e a falta de recursos por parte do sector empresarial. A municipalidade possui 199 fazendas mas, pouco exploradas se comparadas com a sua dimensão, qualidade dos solos e o micro-clima da região.

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