Governo cria base de dados dos refugiados

As autoridades angolanas e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) vão, este ano, proceder ao levantamento do número real dos refugiados residentes na província da Lunda-Norte, para a criação de uma base de dados, com vista a permitir maior controlo dos mesmos.

O facto foi anunciado neste Sábado, no Dundo, pelo Secretário de Estado para a Acção Social, Lúcio do Amaral, após uma reunião com os representantes do ACNUR na Lunda-Norte, sublinhando que a medida visa também avaliar a situação actual dos refugiados que se encontram fora do campo do Lóvua e saber quantos pretendem ficar no país.

As autoridades locais e o ACNUR têm um registo de 3.064 refugiados da República Democrática do Congo, fora do campo de acolhimento do Lóvua. Segundo Lúcio do Amaral, pretende- se contabilizar as pessoas para se saber onde estão e o que fazem, uma vez estarem a ser preparadas as condições necessárias para o efeito. Por seu turno, o chefe dos escritórios do ACNUR na Lunda- Norte, Chrispus Tebid, disse que após o levantamento serão atribuídos estatutos de exílio aos refugiados que decidirem permanecer em Angola. Em 2019, 1.560 refugiados manifestaram o interesse de permanecer em Angola.

O ACNUR retomou, Segunda-feira (10), o processo de repatriamento voluntário dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC), suspenso em Novembro de 2019, com o envio de 130 cidadãos à província de Kassai Ocidental, dos quais 80 são crianças, 22 mulheres e 28 homens, integrantes de 29 famílias. Desde o início deste processo, em Outubro transacto, regressaram já à RDC duas mil e 720 pessoas.

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