Projecto “Kino Yetu” aposta no cinema nacional

Traduzido da língua nacional kimbundu “Kino Yetu”, em português significa “Cinema Nosso” e é um projecto que augura incentivar a produção de filmes nacionais

Arranca nesta Quarta-feira, 19 de Fevereiro, às 18:30, no espaço Sete & Meio, em Luanda, o projecto cinematográfico denominado Kino Yetu, que visa incentivar a produção de filmes nacionais. Sob a chancela da associação com o mesmo nome (Kino Yetu), o presente projecto, segundo Sérgio Miguel, coordenador do mesmo, não só vai incentivar a produção nacional, como também vai adoptar políticas de divulgação de filmes.

Assim, tal como o nome da associação, o projecto é a síntese do que se tem como proposta, acções que reiteram a importância do cinema nacional e iniciativas que construam novas linguagens dentro do sector cinematográfico de Angola. Desta forma, a referida associação compromete-se em criar acções que redefinam o sector cinematográfico, e que visem fomentar este mercado no país e se consolidar como um protótipo prático de acção no sector. Para isto, Kino Yetu vai ainda, segundo o coordenador, capacitar e apoiar jovens artistas no mercado cinematográfico, e ampliar a distribuição dos filmes, para festivais internacionais, canais televisivos e plataformas de streaming.

“Nós temos um público geral e um público específico. Por outro lado, é importante que produzamos mais filmes e que sejamos mesmo nós a contar as nossas tórias. O projecto encontra-se em desenvolvimento e temos as melhores expectativas”, afirmou. Quanto à possibilidade de se expandir o projecto para outras partes de Angola, Sérgio Miguel disse que não é algo que já se tem em vista, mas manifestou a intenção de apoiar quem o quiser fazer, junto do Kino Yetu. Por seu turno, a escolha dos filmes a serem promovidos pela associação deverá obedecer a critérios que recaem sobre a importância estética inovadora de filmes que raramente são vistos nos grandes canais de distribuição mundial.

“Os filmes foram escolhidos por serem originais em relação à temática abordada, por obedecerem a uma narrativa de realização desfiadora das regras clássicas de realização e contribuírem com um discurso do argumento pouco comum no panorama da 7ª arte. Fazendo jus ao aparecimento do Cinema no mundo. Todas as sessões irão iniciar com a exibição dos primeiros filmes do mundo, do chamado pai da Imagem em movimento, Georges Méliès”, fez saber. Vale salientar que a indústria do cinema africano tem dado passos significativos no mundo da 7ª arte. Desde 1967 que filmes do continente têm estado presentes nas maiores manifestações do cinema mundial. Realizadores do continente têm levado a arte das imagens em movimento africanas, a serem celebradas no mundo inteiro.

SETE & MEIO Cinema no SETE & amp; MEIO é uma paixão de fazer jus à linguagem da 7ª arte vinda do continente africano, e que tem vindo a ganhar uma dimensão de respeito no panorama mundial. Além disso, é uma iniciativa que além de exibir filmes africanos almeja entrar na linguagem audiovisual de outos continentes para que momentos fundamentais da história do cinema, façam parte da memória cinéfila do público angolano e inspirem “em direcção a um caminho de uma estética cinematográfica que se possa apelidar de nossa”.

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