AAD promove carnaval participativo com actuações individuais e colectivas na Nova Marginal

Trata-se da I edição do projecto “Baile de rua – o palco do Carnaval”, que será desenvolvido de 22 a 25 pela Associação Angolana de Dança, com a participação de mais de 10 grupos, que pretendem mostrar as suas indumentárias e proporcionar aos cidadãos dos vários estratos sociais momentos eufóricos

A Associação Angolana de Dança (AAD) promove de 22 a 25 do corrente mês, na Praça de Alimentação da Nova Marginal de Luanda, a I edição do projecto “Baile de rua – o palco do Carnaval”, que visa tornar o Entrudo mais inclusivo e participativo, com apresentações individuais e colectivas, mostra de canções da época e coreografias. Durante os dias em que serão realizados os desfiles da Classe C (infantil), B e A do Carnaval de Luanda, edição 2020, (Sábado, Domingo e Segunda-feira), antes mesmo do acto, vários grupos vão desfilar no referido espaço, a partir das 16 horas, com o objectivo de tornar “a maior festa popular do país” mais inclusiva e participativa.
São mais de 10 conjuntos, en

tre eles, o União Jovens da Cacimba, Operário Kabocomeu, União 54, que pretendem mostrar as suas indumentárias, com o intento de incluir e proporcionar aos cidadãos dos vários estratos sociais momentos eufóricos . Segundo o produtor do evento, Inocêncio de Oliveira, durante os desfiles dos grupos competitivos na Nova Marginal de Luanda, a AAD efectuará uma pausa das exibições, de modo a exaltar aquele momento. Em seguida, continuarão com a festa até às 6 horas, com a participação do público presente. Inocêncio de Oliveira avançou que, além dos grupos pré-seleccionados, a organização está aberta para receber sugestões de cidadãos que pretenderem apresentar coreografias, ou instrumentos que proporcionem ritmos relacionados ao carnaval.

“Queremos tornar o Carnaval mais inclusivo, principalmente, para aqueles que não conseguem comprar ingressos para assistir o desfile central. A percussão é também uma das grandes apostas à actividade. Desde que o cidadão apresente uma coreografia, saiba tocar um instrumento, poderá fazer a sua apresentação”, explicou. Na Terça-feira, 25, apesar da ausência dos grupos competitivos na Nova Marginal, a AAD manter-seá no espaço e dará continuidade às actividades, com várias amostras de coreografias e de músicas carnavalescas.

Orçamento

O evento conta com a parceria da Direcção Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto de Luanda e outras empresas privadas. O orçamento ronda os 5 milhões de Kwanzas, que será revertido ao aluguer de palco, equipamentos de sons, luz e leds, apoio logístico (transporte e alimentação), protocolo , segurança, elenco artístico e outros serviços. Expectante, Inocêncio convida o público a fazer-se presente nos referidos dias, para assim beneficiarem das exibições. “ Já conversamos com algumas instituições, como a Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola (Sodiba), que através da marca Luandina deu o seu contributo. Já negociamos também com outras empresas, que vão fornecer os aparatos, como música e luz, para que a festa aconeça com êxitos”, exaltou.

A associação A Associação Angolana de Dança é uma organização sem fins lucrativos, que surge na sequência dos trabalhos realizados pelo Movimento de Revitalização da Dança em Angola desde 2016. A sua primeira realização foi em Janeiro de 2017, no Palácio de Ferro, no âmbito das “Festividades da cidade capital e da III Trienal de Luanda, cujo título do espectáculo foi “Ninguém pára o vento”.

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