Carta do leitor: Responsabilidade social empresarial

Saudações senhor Director do Jornal O PAÍS e toda a sua equipa de trabalho. Num contexto de grandes difi culdades na economia nacional, onde o Executivo se depara com grandes difi culdades económicas, sobretudo por falta de dinheiro, com repercussões no domínio social, político e cultural, o sector privado é chamado a cumprir o seu papel, de modo a se juntar aos esforços do Governo para a resolução dos problemas sociais. E neste aspecto, eu tiro o chapéu e faço vênia à empresa em que trabalho: Sociedade Mineira de Catoca.

Catoca tem um engajamento nas comunidades e faz com que tenha orgulho de fazer parte dos resultados da empresa, porque fruto do meu engajamento está a ser possível desenvolver acções que impactem na vida das populações da nossa Província da Lunda Sul e não só. Gostaria de destacar que, pelos projectos que desenvolve, devíamos servir de exemplo para os demais operadores do sector económico, porque nada mais justo do que devolvermos à sociedade parte daquilo que conseguimos obter deste mercado.

E digo isso porque a Sociedade Mineira de Catoca, nos últimos anos, além dos projectos de fomento ao empreendedorismo e combate à pobreza, construiu seis escolas nas comunidades que a circundam, oferece mais de 26 mil unidades de merenda escolar para as escolas primárias do município de Saurimo.

Distribuímos materiais escolares e desportivos para crianças e jovens, assistimos com produtos alimentares e bens de primeira necessidade com alguma regularidade aos lares de acolhimento, incentiva e apoia projectos agrícolas com a desmatação e entrega de imputes agrícolas, apoia a piscicultura, entre outras acções plausíveis e dignas do nosso reconhecimento, não obstante as acções internas de benefícios aos seus trabalhadores em diferentes facetas da vida.

Entendemos que, para além das obrigações fi scais que a própria Lei impõe a favor do Estado, a responsabilidade social empresarial, concebida em muitas latitudes como acto voluntário que se consubstancia na promoção do bemestar do público interno e externo, deve ser transversal e todas as empresas com rendimento no território angolano devem adoptar este posicionamento. Eu sou Catoca, sinto-me orgulhoso pelos projectos sociais que desenvolvemos.

Guilson Silvano Saxingo

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