“EUA querem ser bons parceiros do povo angolano”

A declaração de amizade é do chefe da diplomacia dos Estados Unidos da América e foi proferida, ontem, num encontro com a classe empresarial realizado no museu da moeda, em Luanda

Mais de dois mil milhões de dólares americanos é o montante que vai ser investido, em Angola, por várias empresas estadunidenses em projectos de petróleo e gás natural, anunciou ontem o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo. Pompeo avançou a informação quando discursava num encontro promovido pela Câmara de Comércio Estados Unidos-Angola (Usacc), com apoio de empresas e bancos a operar no mercado angolano, e referiu que os EUA querem ser “bons parceiros do povo angolano”. Para o secretario de Estado norte-americano, o investimento a ser realizado pelas companhias do seu país vão em última instância beneficiar o povo angolano pelo que se sentia satisfeito com essa perspectiva.

Na mesma ocasião, Pompeo enalteceu a agenda de reformas e transparência financeira, e combate à corrupção, divisa eleita pelo Presidente angolano, João Lourenço. O diplomata americano garantiu que se esta tarefa for bem feita, “mais acordos serão alcançados e as instituições tudo farão para promover o emprego e a riqueza. Faremos a nossa parte para o povo angolano alcançar a prosperidade”, enfatizou.

O chefe da diplomacia norte-mericano reconhece que Angola começa, aos poucos, a demonstrar capacidade de atrair investimento estrangeiro, o que pode tornar-se em toque de caixa para alavancar a economia do país. Mike Pompeo elogiou mesmo os esforços do Presidente João Lourenço no combate à corrupção e no fazer dela um “fantasma do passado” pelo que a sua vinda a Angola, neste momento-chave da história é um sinal dos novos tempos.

No seu discurso, o visitante americano falou de uma iniciativa americana denominada “Nova Cooperação Financeira”, avaliada em USD 60 mil milhões. A iniciativa lançada há 45 dias, visa a captação de investimento privado em países, particularmente para sectores como agricultura e energia. Grande parte dos USD 60 mil milhões dessa iniciativa destina-se ao continente africano.

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