Desenvolvimento do Luau e Luacano passa pela implementação do Piim

Separados por 100 quilómetros entre si, e outros 308 e 219, respectivamente, do Luena, capital da província, a alavanca de que necessitam passa pela implementação imediata do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios(PIIM). O administrador municipal do Luau, Valeriano Chimo Cassuié, em recente entrevista à imprensa, informou que para o seu município estão inscritos vários projectos sociais no PIIM, cuja execução poderá proporcionar melhores condições de vida à população, e começar a pensar no desenvolvimento local. Dos vários, anunciou quatro grandes acções estruturantes para a sede municipal, designadamente, a terraplanagem de um troço de 18 quilómetros do Luau à comuna do Chissombo. Constam também o estancamento de seis ravinas de grande dimensão, construção de uma residência para o administrador municipal em função, e dez suites para acolher os quadros que se prontificarem a trabalhar no Luau.

O município do Luau contempla ainda um conjunto de outras acções de pequenas dimensões, em que se destacam a instalação de 150 postes de iluminação solar de 5, 4 megawatts para a sede municipal e os bairros periféricos, intervenção no parque infantil e a construção de um monumento do combatente desconhecido. Serão igualmente construídos pequenos sistemas de captação de água, e para o arranque deste projectos, o administrador informou que os contratos já foram elaborados, e aguarda-se pelo pagamento do Ministério das Finanças às empresas apuradas no concurso público. Valeriano Cassuié acredita que, num curto espaço de tempo, este município com 107 mil habitantes, segundo dados do último Censo do Instituto Nacional de Estatísticas(INE) de 2014, começará a dar solução às prementes necessidades das suas populações.

Outros desafios Com um peso na balança da economia da província, com a produção de vários produtos agrícolas, o administrador fez saber que, para este ano de 2020, no quadro do combate à fome e à pobreza, prevê-se o relançamento da agricultura de subsistência. Em paralelo ao fomento agrícola, o administrador anunciou a abertura oficial do Instituto Médio Agrário do Luau(IMAL) em Março deste ano. Construído de raiz, este empreendimento com a capacidade para albergar mil e 200 alunos, sendo alguns em regimento de internato, vai arrancar com 15 professores que, numa primeira fase, vão ministrar dois cursos: Produção Animal e Agricultura. Além de docentes angolanos, o responsável admitiu a possibilidade de recrutar outros da República Democrática do Congo(RDC) e da República da Zâmbia, tendo em conta a larga experiência que estes dois países detém em matérias agrícolas, sustentou.

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