Câmara de Comércio e Indústria anuncia acções para 2020

Num encontro com a imprensa, o recém-eleito presidente da agremiação, Vicente Soares, anunciou apoio à actividade dos filiados, programa de participação em eventos nacionais e internacionais e reatamento de publicações informativas antes tuteladas pela câmara

Eleita e empossada em Dezembro último, a nova direcção da Câmara de Comércio e Indústria de Angola (agremiação empresarial mais antiga do país), pretende fazer do ano 2020 “um novo começo” no curso da sua existência. Vicente Soares, ladeado pelos seus dois vice-presidentes, promoveu um encontro com a imprensa e em guisa introdutória fez questão de admitir, que as circunstâncias do passado, onde se inclui a morte do seu predecessor, eclipsaram a actividade e visibilidade da organização. Fundada ainda ao tempo do regime de partido único (1988) e, com estatuto de utilidade pública adquirido, a agremiação recebe uma dotação orçamental “exígua” pelo que está nos seus planos promover acções e actividades de apoio aos membros e, por via disso, abrir uma fonte de arrecadação de receitas.

“Devemos encontrar soluções para que a câmara, além da verba que recebe do OGE enquanto instituição de utilidade pública, crie mecanismos de apoio a membros na forma de prestação de serviço. Isso pode ser na formação profissional e na relação de fluxos comerciais entre os vários empresários no país e no mundo”, disse o novo presidente de direcção, garantindo de seguida que, um serviço destes ao tornar-se em mais-valia para um associado deve ser pago. A CCIA quer fazer valer a pujança de uma agremiação que, tendo iniciado em 1988 com 43 associados, acolhe hoje no seu seio 812 filiados, mesmo tendo a maioria sedeada na província de Luanda.

O novo Presidente do Conselho de Direcção está concentrado a tornar exequível um programa de trabalho que ascende da proposta que apresentou aos associados e que lhe permitiu lograr a vitória nas eleições de Dezembro último. Desde a eleição até ao dia da primeira prestação de contas, via comunicação social, a direcção da CCIA tinha tido tempo para avaliar os activos e passivos herdados da direcção cessante e é partindo destes subsídios que prepara o primeiro grande plano para o ano. Encontros com os departamentos ministeriais para melhor conhecerem os programas do Executivo destinados ao sector empresarial, diálogo com parceiros, onde se inclui outras associações empresarias e sindicatos, e avaliação dos acordos assinados com diversas organizações internacionais, câmaras congéneres no mundo e com organismos das Nações Unidas e União África, são acções que já decorrem no âmbito do cronograma de actividades em 2020.

Ainda como pontos destacáveis para o ano, a agremiação dos comerciantes e industriais de Angola promete preparar um minucioso dossier para missões de participação em feiras, fóruns, conferências, seminários, palestras, mesas redondas e workshops no país e no mundo com o propósito de dar-se a conhecer e conhecer oportunidades várias para os seus associados. A direcção preconiza, igualmente, visitar individualmente cada um dos seus membros, assim como alargar a constatação a outras empresas interessadas na filiação e/ou no estabelecimento de parcerias de trabalho mutuamente vantajosas. A Câmara de Comércio e Industria de Angola pretende juntar a sua marca ao esforço de mudança de paradigma no país, pelo que pretende “negociar com a AIPEX um plano de realização de uma jornada de diplomacia económica”, com acento tónico em acções de apoio ao desenvolvimento de negócios.

A realização de uma reunião metodológica com a participação das suas afiliadas nas restantes províncias e municípios de Angola é outros dos altos pontos sinalizados para 2020. A CCIA, na voz do seu novo presidente reconhece a existência de assimetrias no plano de desenvolvimento económico do país, bastando para tal citar como exemplo, o que ocorre no seu seio, onde presenças assinalável de membros seus ocorre apenas nas províncias de “Benguela, Huila, Huambo e Cabinda”, ficando a fatia de leão em posse de Luanda, o que não é um bom caminho para o projecto de Nação. A literacia financeira e ética empresarial são outros dois pontos a alcançar no ano em curso, assim como a ambição de constituição de um grupo de consultores com vista a melhorar a qualidade dos seus pareceres de participação nas comissões de especialidade.

Em termos de visibilidade da sua acção, a Câmara de Comércio e Industria de Angola (CCIA) preconiza instituir a difusão de dois programas, sendo um na rádio e outro na televisão. Pretende ainda retomar a publicação do magazine “Mensageiro”, um título que a agremiação trouxe à esfera pública angolana por muitos anos, mas que desapareceu por razões financeiras. Preconiza ainda trazer de volta as já antes existentes sob sua chancela, nomeadamente “A Chave do Comércio” e “O Anuário Económico”, assim como almeja introduzir a publicação “Como Aceder aos Bancos”.

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