Expansão da área de actuação prevê produção de 51 milhões de barris de petróleo até 2028

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e os parceiros do Bloco 14 assinaram ontem, Quintafeira, 20, um memorando de entendimento que vai conduzir a redemarcação da área de desenvolvimento. Um dos principais benefícios é o incremento da produção na ordem dos 51 milhões de barris até 2028

O Presidente da ANPG, Paulino Jerónimo, considera a optimização do Bloco 14 um trabalho de equipa entre a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, operadores e seus parceiros acção que torna possível a concretização da dinamização do sector petrolífero nacional e a obtenção de resultados concretos a médio prazo. “O objectivo principal é o da rentabilização do Bloco através da integração das áreas envolventes do Cuito e BBLT (Benguela, Belize, Lobito e Tomboco) numa única área de desenvolvimento, a de Tombwa-Lândana e a sua extensão até 2028”, explica.

Segundo o responsável, o acordo tem como benefícios o investimento adicional do acordo no bloco na ordem dos USD 600 milhões, o incremento da produção na ordem dos 51 milhões de barris até 2028, com impacto positivo para o desenvolvimento do país e incremento do valor líquido actual arrecadado pelo Estado em aproximadamente USD 400 milhões.

Paulino Jerónimo avançou que os empreiteiros acordaram, como objectivos, aumentar o petróleo bruto para recuperação de custos da nova área para 65% efectivo a partir de 1 de Abril do ano em curso, ajustar a partilha do petróleo ao lucro para 80/20 a favor de concessionária nacional, perfurar um poço de pesquisa e seis poços de desenvolvimento, aumentar o petróleo bruto para 72,5%, apôs a perfuração dos poços, devendo a partilha do lucro da venda passar a 90/10 para a concessionaria nacional perfurar poços adicionais de desenvolvimento, caso as condições económicas justificarem.

O mesmo acordo enquadra-se na estratégia do Executivo que visa atenuar o declínio acentuado da produção petrolífera, bem como a geração de mais postos de trabalho. Por sua vez, o director-geral da Chevron em Angola, Derek Magness, referiu que a assinatura do memorando representa a maior revitalização da exploração e produção petrolífera no Bloco 14, facto apenas possível com a liderança determinada que o Governo de Angola tem demonstrado nesta área de actividade, em particular, e na melhoria do clima de investimento estrangeiro no país, em geral.

No encerramento da cerimónia, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, sublinhou que a extensão das áreas de produção é de grande importância, porque são investimentos seguros e com retorno garantido. Disse ainda que, configuram o estreitamento das relações dos investidores e dos parceiros que sempre acreditaram no sector petrolífero em Angola e do seu compromisso com os objectivos do Governo nesta área de actividade, que continua a ser de primordial importância para o desenvolvimento da economia e do bem-estar social.

Segundo o titular da pasta dos Recursos Minerais e Petróleos, é uma oportunidade para as empresas locais, ressaltando que o acordo é importante no sentido de continuidade da produção e combate ao declínio de produção no país. Segundo o ministro, a intenção é maximizar cada barril de petróleo que seja explorado no país, porém só será possível quando se pensar em toda a cadeia no sector da indústria, referindo que o sector que dirige está empenhado na estabilização da produção de petróleo no país, aumento de novos empregos e manutenção de empregos.

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