Marchantes

O MPLA marchou no país inteiro, no Sábado, em apoio ao seu líder na luta contra a corrupção. Notou-se que alguns marchantes são marchantes quase profissionais, já os víramos noutras marchas em apoio incondicional ao tempo que agora é “apedrejado” como corrupto. Mas a vida tem disto mesmo, as pessoas também mudam, aprendem. Algumas se arrependem e escolhem o caminho do bem, mas só quando tudo isto é genuíno.

Entretanto, logo surgiram vozes a dizer que a marcha visou abafar qualquer celebração da morte de Jonas Savimbi, eu só acho que não seria necessário tanto. Houve também quem dissesse que foi uma forma de medir o pulso aos militantes, para saber se estão mesmo com o presidente, dispostos a dar a cara pelas suas políticas, mas também uma espécie de separação de águas, para ver quem está e quem não está com João Lourenço.

Cá para mim, o MPLA está a reinventar-se de alguma forma, a procurar passar uma imagem de união, falta pouco para as futuras batalhas eleitorais, é preciso testar a capacidade de mobilização, analisar a força que se tem, sinalizar para fora que a máquina mexe bem. Marchou-se nas dezoito províncias, o que dá um número enorme de militantes. Até aqui tudo bem, os discursos é que precisavam de ser mais diversificados e empolgantes. Vamos ver o que vem a seguir.

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