Novos casos de coronavírus aumentam na Itália, Coreia e Irão, mas China tem queda

Itália, Coreia do Sul e Irão relataram aumento acentuado nas infecções por coronavírus, nesta Segunda-feira, provocando preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a China relaxou algumas restrições a viagens, inclusive em Pequim, já que a taxa de novas infecções diminuiu

O vírus colocou cidades chinesas em isolamento, interrompeu o tráfego aéreo e bloqueou as cadeias de suprimentos globais, de carros e peças a smartphones. A onda de casos fora da China continental provocou quedas acentuadas nos mercados globais de acções e nos futuros Wall Street, enquanto os investidores buscam activos seguros. O ouro atingiu a máxima de sete anos, o petróleo caiu quase 4% e o won coreano caiu para o nível mais baixo desde Agosto. Mas o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, alertou para não tirar conclusões precipitadas sobre o impacto na economia global ou nas cadeias de suprimentos, dizendo que era muito cedo para saber.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse não ter mais um processo para declarar uma pandemia, mas que o surto de coronavírus continua a ser uma emergência internacional. “Estamos especialmente preocupados com o rápido aumento de casos no Irão, Itália e República da Coreia”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista colectiva na Suécia, por meio de um link de vídeo de Genebra.

A Coreia do Sul registou 231 novos casos, totalizando 833. Muitos estão na sua quarta maior cidade, Daegu, que ficou mais isolada com a Asian Airlines e a Korean Air a suspender os vôos para lá até ao próximo mês. O Irão, que anunciou os seus dois primeiros casos na Quartafeira passada, afirmou ter 43 casos confirmados e oito mortes. A maioria das infecções ocorreu na cidade sagrada muçulmana xiita de Qom.

Mais casos apareceram no Oriente Médio, Bahrein e Iraque relataram os seus primeiros casos e o Kuwait registou três casos envolvendo pessoas que estiveram no Irão. Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Turquia, Paquistão e Afeganistão impuseram restrições a viagens e emigração do Irão. O Afeganistão também relatou o seu primeiro caso, disseram autoridades.

A OMS vem dizendo, há semanas, que teme que a doença atinja países com sistemas de saúde fracos. O maior surto da Europa está na Itália, com cerca de 150 infecções – em comparação com apenas três antes da Sexta-feira – e uma quinta morte. Mas houve algum alívio para a China, já que mais de 20 jurisdições, incluindo Pequim e Xangai, não informaram nenhuma nova infecção, melhor resultado desde que o surto começou.

Excluindo a província central de Hubei, centro do surto, a China continental informou 11 novos casos, menor quantidade desde que a autoridade nacional de saúde começou a publicar dados diários em 20 de Janeiro. O coronavírus infectou quase 77 mil pessoas e matou mais de 2.500 na China. No geral, a China informou 409 novos casos, contra 648 um dia antes, levando o número total de infecções a 7.150 em 23 de Fevereiro. O número de mortos subiu em 150, para 2.592.

Sétima pessoa morre por coronavírus na Itália, diz agência

Ansa uma sétima pessoa morreu no norte da Itália devido ao surto de coronavírus, afirmou nesta Segundafeira a agência de notícias Ansa, enquanto o número de casos confirmados subiu para mais de 220. A Ansa disse que a mais recente pessoa a morrer era um homem de 80 anos que foi levado ao hospital na semana passada em Lodi depois de sofrer um ataque cardíaco. Os médicos acreditam que ele pegou o vírus lá de outro paciente.

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