Angola e Hungria cooperam no combate ao crime cibernético e transfronteiriço

Os ministérios do Interior da república de Angola e da Hungria assinaram, ontem, Terça-feira, em Budapeste, o “Acordo de Cooperação em Matéria de Ordem e Segurança Pública”, no âmbito das relações estratégicas entre os dois países, que entre outros crimes consta o combate ao crime cibernético e transfronteiriço

O combate ao terrorismo, imigração ilegal, tráfico de seres humanos, branqueamento de capitais, crimes cibernéticos e de alta tecnologia, falsificação e uso ilegal de documentos de identidade e de viagem, entre outras práticas criminais, constam do acordo rubricado, ontem, em Budapeste. Segundo o director do gabinete de comunicação e imprensa do MININT, Waldemar José, o acordo de cooperação, rubricado pelo titular da pasta do Interior de Angola, Eugénio Laborinho, e pelo seu homólogo húngaro, Sandór Pintér, tem a validade de cinco anos, tacitamente renováveis por igual período. O ministro Laborinho reconheceu que, no âmbito da segurança e ordem pública, a Hungria dispõe de múltiplas valências e convenientes potencialidades que se ajustam ao interesse do Ministério do Interior angolano, razão pela qual considera esta parceria “profícua e mutuamente vantajosa”.

O seu homólogo, Sandór Pintér, manifestou o interesse recíproco em continuar a estreitar relações com Angola, dada a experiência daquele que, há dois anos, foi considerado o 15.º país mais seguro do mundo. “Espero que, depois de tudo aquilo que puderam constatar na Hungria, tenham tido a convicção de que somos os parceiros ideais para essa cooperação estratégica no âmbito da segurança e ordem pública”, disse o ministro húngaro. As duas delegações falaram, também, sobre a necessidade de estabelecer parcerias noutros sectores, especialmente na educação, tendo Eugénio Laborinho agradecido, em nome do Estado angolano, o Governo húngaro pelo programa de bolsas de estudo Stipendium Hungaricum, do qual beneficiaram 78 estudantes angolanos, de 2014 a 2019. Três empresas húngaras fazem propostas de trabalho a Angola .

O ministro do interior angolano, Eugénio Laborinho analisou propostas de três empresas húngaras do ramo de vigilância e segurança electrónica, bem como tecnologias utilizadas nas áreas de segurança pública, que poderiam ser instaladas em Angola, com o intuito de auxiliar as autoridades policiais na garantia da ordem e tranquilidade públicas. Durante o encontro, que contou com a presença do Embaixador da República de Angola na Hungria, José Filipe, e da equipa técnica do MININT, estiveram em discussão as ofertas da Pro Patria Electronics, Professional Perimeter Control e DEFEX Hungary Limited, companhias especializadas em tecnologia de segurança electrónica, industrial e fronteiriça, sistemas de radares, videovigilância, segurança privada, formação nas áreas de reacção armada e resgate de reféns.

O ministro reiterou a necessidade de haver soluções “mais específicas” para Angola, tendo em conta as suas características geográficas particulares. “Uma boa solução seria [as empresas] irem ao nosso país, para fazerem um estudo concreto e, por via disso, apresentarem as propostas finais”, sugeriu o dirigente angolano, realçando que as referidas companhias, caso sejam contratadas, devem, igualmente, abraçar o compromisso de recrutar e capacitar mão-de-obra local. “Este foi apenas o primeiro contacto. Vamos levar as propostas, estudá-las ao mais alto nível e, pelos canais diplomáticos, através da nossa embaixada na Hungria, apresentaremos a nossa resposta”, concluiu o ministro.

Experiência do controlo na fronteira entre a Suécia e a Hungria

Ainda no capítulo da segurança, a comitiva angolana esteve nas instalações da NISZ, uma empresa local de importância estratégica que providencia serviços governamentais de telecomunicações e tecnologia de informação. O ministro do interior angolano, Eugénio Laborinho, esteve também em röszke, na região de Csongrád, para constatar, in loco, a estrutura de alta segurança construída na fronteira húngara com a Sérvia e partilhar experiências nos domínios de migração e controlo fronteiriço. dando sequência ao programa, a delegação angolana efectuou uma visita guiada ao Parlamento de Budapeste, onde se reúne a Assembleia Nacional da Hungria, que foi inaugurado no início do século XX e é um dos destinos turísticos mais populares da capital húngara. respondendo ao convite do seu homólogo para, tão logo seja possível, visitar o país, o governante húngaro aceitou-o prontamente, e as datas vão ser negociadas entre a Embaixada de Angola na Hungria e a sua congénere em Luanda. Importa frisar que a delegação do Ministério do Interior esteve desde Sábado, 22 de Fevereiro, em Budapeste, na Hungria, para uma visita oficial que teve a duração de três dias, no âmbito do reforço da cooperação bilateral em matéria de segurança e ordem públicas entre os dois países.

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