Carta do leitor: A PN sabe mesmo o seu papel?

POR: Kibona de Deus, Benguela

Director do O PAÍS, bom dia e votos de óptima disposição nesta Quinta-feira… O papel da Polícia Nacional (PN) num Estado de direito e democrático é, de acordo com a lei, manter a ordem e a tranquilidade públicas, isto é, respeitar o cidadão e ficar longe da arrogância. O uso da força só quando as circunstâncias assim o exigirem. A Polícia Nacional deve também ter uma atitude pedagógica. É verdade que há cidadãos insurrectos, mas o agente tem que ter preparação suficiente para dialogar. E mais, se o cidadão não estiver armado, basta detê-lo e o encaminhar para uma esquadra próxima, sobretudo se proferiu palavras feias ao agente em serviço. Agora, violar useira e vezeiramente a lei e os Direitos Humanos não fica bem à Polícia Nacional. Isto acontece porque altos chefes não são responsabilizados civil e criminalmente. O caminho ainda é longo meus senhores. Nos órgãos de comunicação social falam bonito. Quem nunca foi a uma esquadra? Os agentes gozam e não se reclama. O comandante-geral, sugiro, sai de casa à paisana, num carro simples, e pede a um cidadão para ir a uma esquadra saber algo. Lá, poderá observar a arrogância dos seus homens. Os bons agentes contam-se nos dedos. Não fica bem agredir jornalistas e deter advogados em vão. E depois fazem falsas acusações contra os visados para ganhar protagonisno. Agir com lisura faz bem a alma. Qual é então o papel da PN? Os tempos são outros. É demais!

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