CASA-CE pede intervenção do Governo para resolver problema dos funcionários do Hotel Mombaka

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Em conferência de imprensa, o político considerou inconcebível o facto de o Governo Provincial de Benguela não estar a desenvolver acções tendentes à salvaguarda dos interesses dos 95 trabalhadores, na medida em que têm famílias que dependem de si. A posição de Zeferino Kuvíngua surge numa altura em que, segundo apurou OPAÍS, os funcionários ponderam avançar com uma manifestação junto ao Palácio do Governador, à Praia Morena. Segundo os funcionários, com o gesto, os grevistas pretendem obter do Governo local alguma advocacia, no sentido de que o empresário Armindo César, proprietário do hotel, se veja pressionado a resolver o problema. Kuvíngua fala em insensibilidade e injustiça por parte do proprietário do Hotel Mombaka.

Em relação ao Governo, diz ter havido desleixo em apoiar, numa primeira fase, para evitar que o hotel chegasse ao estádio a que chegou, a julgar pelas responsabilidades sociais daquela unidade, “que é a de dar emprego. Era um parceiro do Estado na garantia de emprego para a população”. Quando o hotel deu sinais de falência, segundo sugere, ao Estado caberia, no âmbito da protecção social, acautelar esta situação, por via da injecção de capital. “Uma contradição com as políticas de desenvolvimento social e de emprego. O que nos parece é que o Governo Provincial opta pelo combate ao emprego. Fica mais satisfeito com o desemprego e sofrimento da população. Que o Governo procurasse a todo o custo salvaguardar o emprego, que dá rendimento a uma população”, acusa.

O político lembra que o Estado tem a função de apoiar as empresas, porquanto são elas que garantem sustentabilidade a milhares de famílias. Saliente-se que mais de 90 funcionários deste hotel paralisaram as suas actividades há cerca de um mês como forma de pressionar a entidade patronal a pagar os 13 meses de salários em atraso e à Segurança Social. Segundo sustentam, há 30 anos que os funcionários eram descontados, mas os valores nunca foram canalizados para os cofres daquela instituição de protecção social. Face ao incumprimento, tal como noticiara este jornal, a direcção provincial do Instituto Nacional de Segurança Social em Benguela moveu um processo-crime contra o grupo César e Filhos junto da Procuradoria Geral da República(PGR). Refira-se o Hotel Mombaka é uma das unidades hoteleiras de referência a nível do país.

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