CoronaVírus: Embaixador considera desnecessária retirada de angolanos da china

gong tao reiterou, ontem, em Luanda, que, apesar das mortes causadas pelo Coronavírus, os angolanos na China continuam a merecer a atenção das autoridades sanitárias locais, pelo que considera ser imprudente uma retirada forçada da comunidade do seu país

Por: Domingos Bento e Eugênio Mateus

Na sequência dos temores e estragos causados pelo Coronavírus, o embaixador da China em Angola, Gong Tao, disse que o seu país não se opõe a uma eventual medida do Governo ou das famílias angolanas de retirar os seus membros daquele país asiático, mas considera ser uma intenção desnecessária, a julgar pelo empenho das autoridades sanitárias locais que tudo estão a fazer para estancar a epidemia. Segundo dados divulgados ontem, o vírus já matou um total de 2 mil e 715 pessoas e dispõe de 45 mil e 604 casos confirmados.

Apesar dessa perda de vidas humanas, Gong Tao disse que é desaconselhável uma eventual retirada forçada da comunidade angolana do seu país, porque as autoridades tudo estão a fazer para que esta não venha a ser contaminada pelo vírus. Entre as medidas, o diplomata destacou a linha de apoio que foi criada para reforçar o sistema de comunicação com os estrangeiros, inclusive os angolanos. Constam também na plataforma de apoio medidas alimentares, assistência médica e outros produtos básicos. No entanto, face a esta situação, o representante máximo do Governo chinês em Angola disse que as famílias angolanas podem estar descansadas, porque o suporte de apoio criado não vai permitir que os seus filhos corram perigo.

“Não é aconselhável que se retire os estudantes angolanos da China. Eles estão bem e não correm nenhum perigo, sobretudo neste período em que se regista uma ligeira calma e controlo da situação”, frisou. De acordo ainda com Gong Tao, apesar das 2 mil e 715 mortes e 45 mil e 604 casos confirmados, as autoridades sanitárias já conseguiram curar um universo de 29 mil e 745 pessoas, de um total de 2 mil e 491 casos suspeitos. Porém, para o diplomata, o sucesso verificado no número de pacientes curados demonstra a dinâmica e a proactividade do Governo do seu país para estancar o mal. E, frisou, em função desta dinâmica, possívelmente nos próximo seis meses a um ano poder-se-á encontrar a cura definitiva, que passa pela vacina. “Os cientistas estão a trabalhar. Não temos dúvidas de que dentro de seis meses ou um ano será testada e aprovada a vacina que vai garantir a cura definitiva”, assegurou.

Mais de 40 fora de quarentena

O embaixador da China em Angola deu a conhecer ainda que nos últimos dias, mais de 40 cidadãos estrangeiros provenientes da China já estão fora do plano de quarentona estabelecido pelas autoridades angolanas. Todos esses, notou, estão fora de perigo e não registaram nenhum sinal do Coronavírus, pelo que foram declarados livres da epidemia. “São homens de negócios que agora estão a levar a sua vida normal. Estão livres. Vão poder contribuir para o melhoramento da economia angolana”, disse.
30 mil médicos reforçam a luta Todavia, a situação na China, segundo Gong Tao, vai registando melhorias significativas. Conforme explicou, em Hubei, que é o epicentro da doença, a taxa de mortalidade continua abaixo dos 3 por cento. Já noutras capitais e províncias, a fasquia anda à volta dos 0,6 por cento, o que representa um número muito abaixo em comparação com outros vírus no mundo.

De acordo ainda com o embaixador, para combater o vírus, foram disponibilizados um total de 30 mil médicos e enfermeiros que estão a ajudar no reforço das medidas de prevenção. “Com o apoio da comunidade internacional e a força do povo chinês vamos conseguir eliminar o vírus. Falta muito pouco tempo. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde já elogiou os esforços que estão ser feitos pelo Governo chinês”, notou.

Desafios são passageiros

Por outro lado, Gong Tao reconheceu que o Coronavírus está a ter grande influência na economia chinesa, que é a segunda maior do mundo, contribuindo com 18 por cento do PIB mundial. Mas assegurou que esses impasses são passageiros, porque dentro de pouco tempo a China vai recuperar tudo o que perdeu. “Vamos continuar a contribuir para a economia mundial. Tudo o que estamos a passar é uma situação passageira. Em breve a China vai recuperar tudo”, assegurou.

 

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