Crime benigno

Há coisas que eu não entendo mesmo, uma delas é a forma como as autoridades angolanas estão a lidar com o caso da Igreja Universal do Reino de Deus. As denúncias dos pastores e bispos angolanos que se rebelaram contra a direcção brasileira são demasiado sérias e importantes para serem levadas assim como quem quer que caia tudo no esquecimento. E se eles levantam falsidades, então devem ser punidos. Estamos a falar de uma organização com milhares e milhares de pessoas, há crentes provavelmente perdidos neste momento, sem saberem o que se passa na sua liderança. O pior é pensar que as autoridades, que noutros casos montam autênticas campanhas de comunicação, no da IURD, em que também se fala de corrupção e evasão de capitais, os crimes da moda, estejam a empurrar com a barriga, como se diz, por razões que não apenas as da justiça, permitamnos suspeitar. Já agora, talvez uma visita do PRG ao Brasil, Portugal e África do Sul ajudasse um pouco. Uma entrevista sobre a situação do caso viria a calhar, pode ser a órgãos estrangeiros, não faz mal. Algumas retenções imobiliárias e de contas bancárias ajudariam a estancar a sangria apresentada na queixa, embora talvez desse mais jeito vistoriar pneus de automóveis e ver o que se leva nas pastorais. Conta bancária seria demasiado legal para os crimes denunciados. São muitos milhões em causa, são crimes graves. É preciso limpar o nome da igreja, logo, é preciso que se fale sobre o assunto, que nos digam se já foram efectuadas buscas, por exemplo, ou se este crime de roubo aos angolanos é benigno. Se calhar é-o.

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