Carta do leitor: Só há luz quando se vê.

POR: Venceslau Freire
Luanda

Prezado director do jornal OPAÍS Ao mesmo tempo que o Governo diz que há mais electricidade, a energia continua a piscar nas nossas casas, principalmente nas zonas de Viana e Benfica. Também é um pesadelo andar à noite em Luanda. Fica tudo às escuras e os perigos de todo o tipo espreitam. Como em Angola se inventou que nas estradas grandes, semi-rápidas, a inversão do sentido da marcha tem de ser feita saindo pela esquerda, a faixa mais rápida segundo o Código da Estrada, também foram plantadas armadilhas enormes, talvez para ajudar ao planeamento familiar, mas ao contrário, eliminando os vivos. Porque nestas saídas há lancis de separadores, feitos de betão, capazes de destruir um camião militar. E como aquilo está lá posto com más intenções, então não estão sinalizados, nem sequer com uma tinta reflectora. E no escuro das nossas cidades, como tem estado na José Van Dunem “Loi”, por exemplo, o acidente e os estragos são inevitáveis. Portanto, eu apelaria ao Governo para que só falasse de ganhos no fornecimento de electricidade quando isso fosse mesmo verdadeiro, porque nós, o povo, sabemos o que passamos todos os dias, e ainda não é bem aquilo de que nos querem convencer.

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