Inspecção do comércio suspende matadouros do km 30

A inspecção geral do comércio encerrou esta sexta-feira, no mercado do km 30, no município de Viana, em Luanda, mais de dez casas de abate de animais, por falta de condições higiénicas e sanitárias que perigam a vidas dos consumidores e dos seus trabalhadores.

Segundo o inspector-adjunto da inspecção-geral do comércio, trata-se de uma acção inserida no plano nacional de inspecção do sector em conjunto com as áreas similares da saúde, veterinária, polícia municipal de Viana e o laboratório de controlo de qualidade do Ministério do Comércio.

A acção visa garantir que a venda de alimentos perecíveis (carne) seja exercida dentro dos padrões mínimos exigidos para o consumo humano.

A equipa de inspecção constatou que as condições de higiene, abate, conservação e venda não são as mais apropriadas.

Mesmo até o transporte do gado das áreas de criação até aos matadouros improvisados não tem cumprido com as normas, o que coloca em perigo a saúde do consumidor final.

“Nos casos mais graves serão suspensas as actividades até que os proprietários desses estabelecimentos melhorem as condições de trabalho, dentro das normas”, referiu acrescentando que essa acção será extensiva aos matadouros clandestinos.

Como requisitos mínimos para exercer a actividade de abate de animais, as autoridades exigem higiénicas, casas de banho, água corrente, energia eléctrica, material de biosseguranças.

Por seu turno, o chefe de secção do departamento sanitária da inspecção-geral da saúde, João Lucas, disse que muitos destes estabelecimentos já receberam visitas e recomendações, mas não acatarem daí o seu encerramento.

Explicou que o não cumprimento dos princípios básicos tem acarretado o surgimento de algumas doenças virais e bacterianas para os consumidores, como leptospirose e diarreicas agudas.

Por sua vez, Ernâni Lungonho, proprietário de uma das casas inspeccionadas, a actividade de inspecção tem acontecido e de forma pedagógica, mas o grande problema reside no facto das empresas não conseguirem responder às recomendações das autoridades.

Há a falta de financiamento à actividade, o que não permite melhorar as condições de trabalho

leave a reply