Presidente do júri do Carnaval de Luanda 2020 reconhece esforços de inovação pelos foliões

Apesar dos parcos recursos financeiros face ao actual momento de crise económica que o país atravessa, Santocas reconheceu os esforços levados a cabo por cada um dos grupos carnavalescos da capital, relativamente a aspectos como a corte, alegoria e falange de apoio

O presidente do corpo de jurados do Carnaval de Luanda 2020, António Sebastião Vicente “Santocas”, reconheceu os esforços feitos pelos grupos da Classe Infantil, (C), B e A, durante as apresentações na presente edição do Entrudo, realizado de 21 a 24 do mês em curso. Santocas teceu essas considerações por ter constatado as enormes dificuldades financeiras que os grupos atravessam, por falta de apoios, para uma melhor preparação da participação no evento. Apesar deste facto, o também músico e compositor verificou que os grupos demonstraram criatividade, embora tenham consentido os sacrifícios, houve melhorias nos espectáculos mostrados, assim como nas indumentárias apresentadas. “É uma satisfação enorme.

Durante os desfiles, senti que houve crescimento. Estou muito satisfeito com a evolução dos grupos. Hoje sentimos, de facto, uma melhoria daquilo que vimos em relação às apresentações dos grupos. Sente- se que há um certo interesse na procura de uma boa apresentação por parte deles”, enfatizou. Santocas realçou, igualmente, o facto de os grupos terem encontrado nesta falta a sua força, para poderem apresentar-se conformes tal como aconteceu. “Estou em crer, que agora o trabalho é no sentido de um espectáculo. E o espectáculo não fica única e simplesmente espelhada na área da presidência dos grupos, mas sim abrange todo o elenco”, reforçou.

Classificação dos grupos

Quanto à eleição dos grupos vencedores na presente edição, o União Mundo da Ilha, da Classe A, União Etu Mudietu da B e Viveiro do Nzinga Mbande da Classe infantil, disse ter sido difícil, devido à qualidade mostrada, no que diz respeito à corte, alegoria, falange de apoio e outros elementos relevantes para tais classificações. “Nas categorias que retratam os nossos boletins de pontuação, vimos que houve uma certa dificuldade, devido à qualidade apresentada pelos grupos. Mas encontramos sempre a saída necessária, para ter o vencedor. Num concurso só ganha um. Por isso, quando vamos concorrer temos de estar conscientes deste facto”, enfatizou.

Santocas aconselhou os grupos vencedores a continuarem com os trabalhos, de modo a manterem a força. Quanto aos que não atingiram a valorização em termos de ganhos, disse ser necessário intensificarem os trabalhos e, quiçá, venceram as próximas edições desta que é a maior manifestação cultural do país. “É claro que os trabalhos para o Entrudo não devem começar um ou dois meses antes da sua realização. Muitos grupos pecam neste aspecto. Têm de começar a trabalhar com pelo menos sete meses de antecedência, para alcançarem os patamares almejados”, recomendou.

Participação

Participaram na 42ª edição do Carnaval de Luanda 44 grupos, sendo 13 da Classe A, 16 da Classe B e 15 da C, Infantil. Os grupos foram avaliados pelo corpo de jurados composto por 20 artistas, presidido pelo músico António Sebastião Vicente “Santocas”. Assim, o júri avaliou os itens Dança, Canção, Corte, Painel, Comandante, Alegoria e Falange de apoio. Desse modo, não conseguiram continuar na classe A e, por essa razão, rebaixam para a classe B em 2021 os grupos União Kazukuta do Sambizanga, União Operário Kabocomeu, 17 de Setembro, União Café de Angola e Domant.

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