Secretário da JMPLA quer menos distância entre dirigentes e militantes

Para Crispiniano dos Santos, os membros do Comité Nacional da organização não podem apenas ser meros participantes em reuniões, devem ser partícipes nas actividades e no funcionamento das normas, a julgar pela avaliação que é permanente

O primeiro secretário nacional da JMPLA, Crispiniano dos Santos, defendeu, ontem, em Luanda, a necessidade de haver menos distância entres os dirigentes e os militantes da organização, de forma a se criar uma verdadeira “máquina imparável, imbatível e invencível” rumo aos novos desafios. O político, que falava durante a segunda reunião ordinária do Comité Nacional da organização, disse que a JMPLA deve, todos os dias, manter-se forte, unida, solidária e interventiva, para conduzir o partido a um elevado patamar. Para o político, os membros do Comité Nacional da organização não podem apenas ser meros participantes em reuniões, devem, defendeu, ser partícipes nas actividades do partido e das suas organizações sociais, a julgar pela avaliação que é permanente e automática. “A substituição de um membro nos órgãos tem vários motivos, dos quais destacam-se o não cumprimento dos deveres e orientações. Portanto, não podemos pensar que a morte é o único motivo”, apontou.

De acordo com Crispiniano dos Santos, no actual contexto poltico, o comportamento dos líderes e responsáveis da JMPLA deve reflectir a nova imagem construída pelo presidente do partido, João Lourenço. Neste sentido, frisou, é preciso que os interesses da organização estejam acima de qualquer interesse pessoal, a julgar pelos objectivos e funções da sua agremiação – contribuir para o bem-estar e prosperidade dos jovens angolanos e para a construção de uma sociedade justa, solidaria, de paz e progresso social. “Torna-se, por isso, necessário cultivar os melhores juízos de valor e atingirmos os estágios não de o bem-fazer, mas, sim, do melhor fazer, em homenagem ao princípio basilar de que nenhum de nós é melhor que todos juntos”, frisou. Crispiniano dos Santos apelou ainda para a necessidade de se trabalhar na base, constatando o funcionamento das estruturas e continuar a implantar os núcleos da organização nos comités de acção do partido e o enquadramento dos dirigentes na base.

O político entende que todos esses pressupostos partem de uma estratégia de organização interna. “Temos que fortalecer o trabalho da JMPLA nas comunas e nos distritos urbanos, utilizando métodos para atrair os nossos militantes a fluir nos núcleos”, defendeu.

Enormes desafios

Por outro lado, o secretário nacional da JMPLA disse que os actuais desafios da agremiação são enormes, tendo em conta as reformas que o país está a enfrentar e os problemas que afligem a juventude “Devemos ainda nos inserir na comunidade e fazer com que a JMPLA deixe de ser vista como a juventude da elite, mas sim aquela que vai até ao último jovem, independentemente do seu estrato social”, apelou, tendo acrescentado que “a JMPLA é uma organização que se preocupa com os assuntos da juventude no geral”.

Transformar a euforia em trabalho Crispiniano dos Santos frisou ainda que os dirigentes da JMPLA devem estar inseridos nos mais variados estratos sociais e devem continuar a ser exemplo, para todos os dias fazerem da organização a força mais atractiva, transformando a euforia em trabalho árduo em prol dos militantes e da confiança do partido. Participaram nesta segunda reunião ordinária um total de 295 delegados provenientes de todo o país e da diáspora, que abordaram questões relativas à vida interna da organização.

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