SINPES reafirma posição da greve, à condição

De acordo com o líder da organização, no caso de as alegações do MESCTI não se refl ectirem na vida dos professores universitários e outros funcionários do sector, a classe sindical manterá a sua postura em relação à paralisação das aulas

Reagindo a uma nota de imprensa do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), que, na óptica de Eduardo Peres Alberto, o líder do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SINPES), procura minimizar a intenção de greve do seu colégio, este responsável reafi rmou, ontem, a OPAÍS a sua e a determinação dos fi liados do referido sindicato se os argumentos do ministério em causa não se traduzirem a favor do dia a dia dos seus colegas. “Só para ver que o teor do documento do órgão reitor faz referência ao facto da não aprovação final da proposta de alteração da Lei de Base do Sistema de Educação e Ensino, o que, por enquanto, significa que o quadro ainda não mudou”, realçou o sindicalista, tendo advertido que as invocações de razão do SINPES não estavam esvaziadas. Importa referir que a nota de impressa do MESCTI faz alusão de que, no passado dia 20 do mês em curso, a Assembleia Nacional aprovou, na generalidade, a proposta de Lei de alteração à Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino, Lei 17/16, de 7 de Outubro, para a realização de eleições nas instituições públicas de ensino superior, asseverando que os projectos de diplomas legais respeitantes a este processo estão concluídos, após auscultação pública.

Avança, igualmente, que se aguarda apenas pela aprovação final da proposta de alteração da Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino. É por causa disso que Peres Alberto não abdica, conforme disse, da intenção de paralisação das aulas. Aliás, explicou que as alegações recentes do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação podem galvanizar o seu elenco para proceder à cerimónia de abertura do ano lectivo, mas não impedem os professores universitários de não arrancarem com as aulas ou de as paralisarem, depois de um possível arranque.

Questionado se a sua presença, hoje, no acto de abertura solene do ano académico, em Benguela, não contraria a postura que o SINPES tanto advoga, Peres Alberto, respondeu dizendo que o seu sindicato abraçou o paradigma do diálogo com o órgão reitor do ensino superior, daí que não precisava recusar um convite, que, segundo ele, até pode servir para não ver o nome da sua organização a ser citado a favor de causas que considera perdidas.

“Convidado não assina”

A parte do documento do MESCTI que faz referência do facto de o Secretário-geral do SINPES ter participado como convidado na reunião entre o Ministério do Ensino Superior Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério das Finanças, que teve lugar no dia 21 do mês em curso, no Ministério das Finanças, para tomar conhecimento dos passos subsequentes e da proposta de cronograma para a liquidação da dívida, deixou aborrecido o líder sindical, ao ponto de o mesmo dizer que não fez papel de convidado por ser parte da solução dos problemas que a sua organização ousou levantar.

“Convidado não assina nada, só olha. Fomos nós quem provocou que essas duas instituições do Estado se reunissem para fazerem esse trabalho” desabafou o entrevistado, para mostrar que tudo aconteceu devido à pressão do SINPES. Sobre a dívida existente para com os funcionários das instituições públicas de ensino superior, “o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação já concluiu a tramitação para o seu devido apuramento junto das instituições públicas de ensino superior, com a colaboração do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior (SINPES)”, faz ainda alusão a nota de imprensa do MESCTI.

 

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