Sonangol quer marcar presença no mercado da SADC

A petrolífera nacional Sonangol está a negociar no sentido de colocar os seus produtos refinados na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), adiantou o presidente do Conselho de Administração da empresa, Gaspar Martins, tendo avançado ainda que a petrolífera pretende atingir uma capacidade de produção na ordem dos 10%

A petrolífera estatal Sonangol está a desenvolver um estudo com vista à entrada na distribuição e comercialização dos seus derivados nos países integrantes da SADC. Gaspar Martins, que falava, ontem, numa conferência de imprensa, garantiu que, neste momento, o estudo está em fase de conclusão. “O nosso objectivo é prosseguir com as estratégias em curso, que permitem ao país continuar a abastecer o mercado nacional e também o mercado externo, por forma a continuar a actividade de suporte e crescimento da Sonangol”, disse, tendo acrescentado que “esse estudo está em fase terminal e pensamos que, dentro em breve, vamos estar em toda a região da SADC”, garantiu o responsável.

No que se refere à produção petrolífera, realçou que dentro do plano de exploração e produção, a Sonangol pretende atingir uma quota de produção global estimada em 10%. Porém, realçou que, actualmente, a petrolífera nacional conta com uma quota de produção estimada em cerca de 237 mil barris por dia, representando uma queda de 0,2% em relação ao ano de 2018. Para o responsável, depois da paragem que a refinaria de Luanda teve, o mais importante é continuar a trabalhar para aumentar cada vez mais a produção. Para o efeito, a Sonangol tem em carteira a criação da SonaDrill, uma joint ventures participada para operações de sondagem, sendo 50% dos interesses detidos pela Sonangol e 50% pela Seadrill.

O plano contempla também a entrada em operação do navio sonda Sonangol Libongos para o Bloco 15/06, bem como está em negociação a contratação do navio sonda Sonangol Quenguela, bem como a transferência da função de operador do Bloco 5/06 para a Sonangol P&P. Referiu também a negociação de Acordos de Operações Conjuntas com a ESSO, para exploração dos Blocos 30, 44 e 45, na Bacia do Namibe e os contratos assinados de serviços de risco com a ENI, para os blocos 1/14 e Cabinda Centro.

Petrolífera perde 50% da sua capacidade de investimento Tendo em conta a conjuntura económica actual, o presidente do Conselho de Administração revelou, igualmente, que a Sonangol perdeu cerca de 50% da sua capacidade de investimentos e que a actual dívida da empresa avaliada em USD 5, 34 mil milhões ainda é sustentável “A nossa divida financeira está controlada, neste momento ronda os USD 5, 34 mil milhões que tem a ver com o recente recurso ao financiamentos que fizemos no mercado de cerca de USD 2 mil milhões“, explicou, tendo acrescentado que “é contrabalançado pela nossa capacidade de receitas que permite que, anualmente, possamos estar em condições de proceder ao pagamento das nossas obrigações financeiras”, precisou. Ainda no que se refere à divida da petrolífera nacional, em 2019, a mesma situou-se em cerca de USD 1, 8 mil milhões, tendo os investimentos sofrido uma redução de 49,14% fruto dos investimentos feitos para aquisição dos navios sonda.

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