OMS eleva risco global de coronavírus de “alto” para “muito alto”

A rápida proliferação do coronavírus aumentou o temor de uma pandemia, nesta Sexta-feira, depois que seis países relataram os seus primeiros casos da doença, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o alerta de risco de disseminação e impacto global para “muito alto”

As acções de todo o mundo voltaram a despencar, encerrando a sua pior semana desde a crise financeira mundial de 2008 e elevando o estrago global a 6 triliões de dólares. A esperança de que a epidemia surgida na China, no final do ano passado, terminaria em meses, e de que a actividade económica voltaria ao normal rapidamente, foi destroçada. O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a sua organização não está a subestimar o risco. “É por isso que dissemos, hoje, que o risco global é muito alto”, disse ele a repórteres em Genebra. “Nós o elevamos de ‘alto’ para ‘muito alto’”.

O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, disse que a possibilidade de o coronavírus chegar a muitos ou todos os países “é algo que estamos a analisar e sobre o qual estamos a alertar há algum tempo”. A Suíça cerrou as fileiras das nações que estão a proibir grandes eventos para tentar conter a epidemia, cancelando o Salão do Automóvel de Genebra — um dos encontros mais importantes da indústria, que aconteceria na semana que vem. Tedros disse que a China continental relatou 329 casos novos nas últimas 24 horas, o que representa o menor número em mais de um mês, mas elevou a cifra total para mais de 78.800 casos e quase 2.800 mortes.

As três maiores empresas aéreas chinesas reactivaram alguns vôos internacionais, e a Semana de Moda de Shangai, inicialmente adiada, acontecerá tal como prevista, mas na Internet. Enquanto o surto recua na China, ganha ritmo noutras partes. México, Nigéria, Estônia, Dinamarca, Holanda e Lituânia registaram os seus primeiros casos, todos relacionados a viagens para a Itália, o país europeu mais afecetado. O Brasil foi o primeiro país latino-americano a registar o vírus, e o México se tornou o segundo. Agora os países que não a China representam cerca de três quartos das novas infecções.

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