Presidente da ASCOFA perdoa membros que tentaram destituí-lo

O presidente da Associação de Apoio aos Combatentes das ExFAPLA (ASCOFA), António Fernando(Samora), anunciou, ontem, em Luanda, perdão aos seus companheiros que o tentaram destituir da liderança da associação, mas sem sucesso, depois de o Tribunal Provincial de Luanda (TPL) ter decidido a seu favor

António Samora foi alvo, há um ano, de um processo de destituição do cargo por um grupo de associados da ASCOFA, liderado por Caetano Marcolino, sob alegação de má gestão da instituição e desvio de fundos, acusações que acabaram anuladas pelo tribunal. Em declarações, ontem, a OPAÍS, para comentar a sentença nº 415/19, processo nº 3240/2019-B, da 1ª Secção da Sala do Cível e Administrativo do Tribunal Provincial de Luanda, que repôs a legalidade, o presidente da ASCOFA disse ter perdoado todos os que agiram de má-fé contra si e contra a sua direcção. “Se eu pedisse alguma indeminização, pelos danos de difamação, calúnia, e outros causados contra a minha pessoa, com certeza que não seria pouca coisa, por isso decidi perdoálos”, afirmou Fernando Samora.

O responsável disse que os seus colegas agiram por desconhecimento dos pressupostos legais, sobretudo Caetano Marcolino, a quem apontou como tendo sido o responsável pela tentativa de destituição, que começou com a ocupação ilegal da sede da ASCOFA, no bairro Nelito Soares, distrito do Rangel, em Luanda. “Primeiro, como cristão, segundo como responsável, perdoo todos os que estiveram na base desta situação, aos quais abro as portas para a sua reintegração sem qualquer mágoa”, declarou.

Fernando Samora disse que o mais importante agora é olhar para frente e recuperar o tempo perdido, durante o qual disse terem sido paralisados muitos projectos em carteira da associação que dirige. Dos vários projectos, destacou as 142 cooperativas dos associados da ASCOFA que, durante esse tempo, tiveram uma produção aquém da sua capacidade real, tendo em conta os constrangimentos vividos para o seu acompanhamento.

Continuar a trabalhar

Depois do fim da poeira levantada, que disse ter maculado a sua imagem e da Associação de Apoios aos Ex-Combatentes das FAPLA, o responsável disse que a direcção da associação vai continuar a trabalhar para a melhoria das condições dos seus associados, que clamam por emprego, habitação, formação académica e formação tecno-profissional.

“A nossa missão é proporcionar as melhores condições de vida aos nossos associados, que, durante vários anos, combateram para a libertação deste país, do conflito interno e externo”, explicou. Com o regresso da direcção legítima, António Samora disse que se retomará o processo de actualização dos novos membros das antigas FAPLA, interrompido aquando da ocupação ilegal da sede. O responsável deplorou o facto de, mesmo com a sentença do tribunal, os “comandados” de Caetano Marcolino montaram, alegadamente, uma sede paralela e contígua às instalações da direcção nacional da ASCOFA.

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